17 de agosto de 2022
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Lidio de Souza Neto

Policial: Heróis anônimos

?Cidadãos de bens reclusos, leões nas ruas e gatunos no poder?

Rhobson ADM
26 FEV 2015 - 00h00min
Hoje no Brasil, apesar do juramento do recém-formado policial, celebrar em seu juramento de: ?Proteger a sociedade com o risco da própria vida!?, exercer a profissão de policial é muito arriscado.
 
Os últimos dias foram muito violentos para as polícias do Brasil, principalmente nos Estados do Rio e São Paulo. No Rio de Janeiro, oito policiais foram atacados por criminosos entre a noite de sábado e a manhã de domingo, 22, dos quais três morreram.
 
Thiago Thomé de Deus, 29 anos, e Cid Jacson da Silva, 53 anos ambos policiais civis mortos a tiros em Niterói e Mesquita, respectivamente, além do policial militar Pedro Gabriel Ferreira, de 25 anos, metralhado em Nova Iguaçu, foram às últimas baixas na segurança pública do Estado do Rio.
 
?Manda um beijo para a minha filha, que não vai dar mais não, parceiro?, diz um policial militar ao companheiro de serviço antes de morrer, após ser atingido por bandidos em uma favela no Rio de Janeiro. 
 
Isto é uma realidade nua e crua do dia a dia de quem tem a obrigação de defender a sociedade com o risco da própria vida, em um país onde cidadãos de bens estão reclusos em sua casa, leões nas ruas e gatunos no poder.
 
Quando um policial, seja ele, federal, civil ou militar, comete um excesso ou mata alguém, no estrito cumprimento do dever legal, pode enfrentar processo, ser expulso da corporação e ir preso. Mas não se viu nenhum cartaz em favelas dizendo: ?Fora traficantes?, ?Fora estupradores?...
 
Ser um policial é ser como qualquer outro profissional. Por trás da profissão tem um pai de família, tem um filho, tem um irmão, tem um ser humano.
 
Hoje, segundo pesquisas, há um número muito grande de policiais sendo assassinados por traficantes nas grandes cidades. Para que o caro leitor possa ter uma noção da gravidade dos fatos, vamos citar mais alguns casos desse número alarmante de morte dos que com risco da própria vida têm o dever de defender a sociedade.
 
Em 2014: em 13 de março último, o aspirante a oficial da PM Leidson Alves, 27 anos, foi morto por traficante com um tiro na cabeça durante um patrulhamento no morro do Alemão. Foi o décimo nono policial morto nesse ano no Rio de Janeiro, sendo treze em emboscadas parecidas e alguns quando estavam de folga fazendo os chamados ?bicos?, para complementar a sua renda familiar.
 
Em sete de abril, ao voltar para casa, outro policial, Lucas Barreto, 23 anos, foi capturado em São Gonçalo-RJ e levado para uma favela. Deram-lhe vários tiros, a maioria nas pernas, e o jogaram em um matagal.
 
Desde então, não sabemos a quantas anda a estatística de policiais mortos ou feridos em todo o Brasil. Essa gama considerável de mortos e feridos não em ?combate?, mas como de praxe no estrito comprimento do dever legal. Muitos mortos pelas costas, à traição conforme estatísticas.
 
Nem sempre a imprensa registra que o policial assassinado era jovem, recém-casado, filho exemplar ou pai de filhos. Artistas globais não vão aos seus enterros, não são velados em salões nobres de assembleias legislativas, câmaras... 
 
E nem há manifestação por parte das autoridades do Planalto e exemplo do recente episódio onde um narcotraficante foi executado na Indonésia, País Asiático onde se cumpre as leis vigentes e preserva o cidadão, o trabalhador.
 
Não se sabe de missas por suas almas. Na verdade ninguém se interessa pela vida desse profissional que um dia jurou, com o risco da própria vida, defender a sociedade. É como não se houvesse um ser humano no estrito cumprimento do dever legal em defesa da sociedade.
 
Nas últimas manifestações, no Rio de Janeiro, elementos, entre eles muitos marginais, brandiram cartazes dizendo: ?Fora UPP? e ?UPP assassina?. No Brasil, é fácil protestar contra a Polícia, há uma inversão de valores, os direitos humanos só valem para bandidos. Infelizmente!
 
Na contra mão de critérios, ainda não se viu, nas favelas, cartazes dizendo ?Fora traficantes?, ?Fora marginais?. E, no entanto, contra a violência destes, não há recursos, a sociedade tem que conviver acuada e aceitar tapas na cara, os estupros de suas filhas, os aliciamentos de menores para o tráfico e as execuções sumárias dos quem não compactuarem com as suas ?ordens?.
 
É claro que essas hostilidades aos agentes da lei não partem de gente de bem da comunidade. Com a presença policial, a exemplo das UPPs no Rio e nas grandes cidades, as mortes diminuíram, os serviços aumentaram e sua economia cresceu.
 
A polícia é um mal sim, mas para os traficantes, para as milícias, para os que vivem do crime e para políticos corruptos que vivem das desgraças do povo.
 
 
SGT LÍDIO DE SOUZA NETO - ESPAÇO VERDE
 

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