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Queimadas

Área queimada no Pantanal é a menor em quatro anos, aponta o Monitor do Fogo

Os dados fazem parte da nova versão do Monitor do Fogo que o MapBiomas lançou

Bombeiros em ação para conter o fogo no Pantanal / Bombeiros

O Pantanal apresentou a menor área queimada nos últimos quatro anos (75.999 hectares), foi uma redução de 19% comparado com áreas queimadas de janeiro a julho de 2021.Os dados fazem parte da nova versão do Monitor do Fogo, que o MapBiomas lançou em sua plataforma.

A redução das queimadas no Pantanal, segundo os produtores pantaneiros, está relacionada diretamente às ações conduzidas pelo Governo do Estado, por meio da Semagro (secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), com o plano estadual de prevenção e combate ao fogo.

O setor destaca os investimentos na estruturação do Corpo de Bombeiros, com a compra de uma aeronave Air Tractor, viaturas e equipamentos e capacitação dos bombeiros. As ações de prevenção no monitoramento das áreas críticas e, com apoio do Senar, a formação de brigadas rurais com o treinamento de funcionários das fazendas também fazem parte do resultado.

Esse conjunto de ações, segundo os produtores pantaneiros, está sendo determinante para o controle das queimadas esse ano na planície, onde a chuva em agosto também tem contribuído para minimizar a presença do fogo.
“Está derramando água”, afirma Luciano Aguilar Leite, ex-presidente do Sindicato Rural e secretário-adjunto da secretaria de Desenvolvimento Econômico e Sustentável de Corumbá.

Segundo ele, a chuva tem sido intensa nos últimos três dias em todo o Pantanal Sul. No Porto São Pedro, região da Serra do Amolar (Norte de Corumbá), caiu 120mm de chuva em 48h.“Em algumas regiões, como na Nhecolândia, choveu 70mm em um dia, uma bênção, vamos ter seguramente um ano melhor em relação às queimadas”, disse.

Queimadas

O Mato Grosso foi o estado que mais queimou nos sete primeiros meses de 2022 (771.827 hectares), seguido por Tocantins (593.888 hectares) e Roraima (529.404 hectares). Esses três estados representaram 64% da área queimada afetada no período.

Anteriormente, os dados de focos de calor representam a ocorrência de fogo (e potencialmente contribuem para seu combate) mas não permitem avaliar a área queimada. O Diário Corumbaense revela que o Monitor de Fogo, por sua vez, mostra em tempo quase real (diferença de um mês) a localização e extensão das áreas queimadas, facilitando assim a contabilidade da destruição que é apontada pelos focos de calor da plataforma do INPE.

“Este produto é o único nessa frequência e resolução a fornecer esses dados mensalmente, o que facilitará muito a prevenção e combate aos incêndios, indicando áreas onde o fogo tem se adensado”, explica Ane Alencar, coordenadora do Monitor do Fogo do MapBiomas. “Além do poder público, é uma ferramenta de grande utilidade para a iniciativa privada, como o setor de seguros, por exemplo”, completa.

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