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Corumbá

Fronteira de Corumbá é reaberta, mas manifestantes ameaçam novo protesto

O chamado Paro Cívico da Bolívia deixou dezenas de caminhões parados na fronteira

Fronteira da Bolívia com Corumbá foi reaberta / Anderson Gallo/Diário Corumbaense

A fronteira entre a Bolívia e Corumbá foi reaberta ontem a noite e nesta terça-feira (26), os caminhões que estavam parados já haviam passado para o Brasil e o fluxo de veículos já estava normalizado. Os manifestantes bolivianos, porém, ameaçam novo protesto.

O chamado Paro Cívico, que paralisou a Bolívia em protesto ao adiamento do Censo Populacional pelo governo de Luis Arce pode ter novo capítulo.

Conforme o Diário Corumbaense, o fechamento da fronteira ocorreu aa madrugada de segunda e durou até às 18h30, quando o bloqueio foi suspenso.

A mobilização foi definida como "bem sucedida", mas sobretudo "consciente e disciplinada", porque grande parte da população ficou em casa ou saiu às ruas pacificamente. Mas, no final do dia, o Governo defendeu a decisão de adiar o censo para meados de 2024 por questões técnicas.

Novo fechamento

Nesta terça, o presidente do Transporte Pesado da Província de German Busch, Angel Saavedra, disse que a fronteira pode ser fechada novamente a partir de quinta-feira (28).

"Nossos motoristas de caminhões estão sendo alvo de roubos na estrada Bioceânica, por esse motivo, pedimos segurança. Já sabemos quem são os responsáveis por esses crimes. Cinco caminhões já foram alvos, dois carregados com soja, outros dois com cerveja e um com café. Todos os roubos aconteceram a 100 km da fronteira, próximo a uma comunidade indígena. Caso não tenhamos resposta da prisão desses autores, por parte da Polícia, vamos bloquear a fronteira”, revelou.

Conforme o site, o reitor da Universidade Autônoma Gabriel René Moreno (Uagrm), Vicente Cuellar, lamentou "a falta de vontade política" do Governo para poder resolver a demanda da região, por meio de diálogo. Ele lembrou que enviou notas desde fevereiro solicitando reuniões com as autoridades do Poder Executivo, mas até agora não foram respondidas.

Reunião na quinta-feira

Cuellar é o principal porta-voz do Comitê Interinstitucional que foi criado para promover um censo “transparente”, porque dele dependem políticas públicas e repasses de recursos às cidades bolivianas. A autoridade acadêmica, anunciou que na quinta-feira as organizações se reunirão para avaliar outras medidas “caso o Governo não atenda a demanda” para avançar na definição do Censo, inicialmente, previsto para novembro de 2022.

“O Comitê Interinstitucional, impulsor do Censo de População e Habitação, vai reunir-se na quinta-feira para outras medidas, caso o Executivo não dê uma resposta e defina uma data para o censo em 2023”, afirmou Vicente Cuéllar que esteve reunido com o governador de Santa Cruz de la Sierra, Luis Fernando Camacho, e o presidente do Comitê Cívico, Rómulo Calvo, para avaliar o protesto departamental.

O presidente Luis Arce assinou o Decreto 4.760 que estabelece o censo para um dia entre maio e junho de 2024. A decisão foi tomada após reunião do Conselho Nacional de Autonomias (CNA) que solicitou o adiamento do censo. “É muito perigoso levar para 2024 porque será um ano eleitoral. Vamos acabar misturando o técnico com o político”, comentou o reitor Vicente Cuellar, que ratificou a proposta de aplicar “tecnicamente” a grande pesquisa em 28 de junho de 2023.

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