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Cultura

FCMS recebe 193 inscrições para o FIC 2012

Meta do Fundo de Investimentos Culturais é contemplar a produção cultural sul-mato-grossense nas mais diversas manifestações

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Depois de ficar inativo no período de 2005 a 2007, o FIC-MS (Fundo de Investimentos Culturais de Mato Grosso do Sul), gerido pela FCMS (Fundação de Cultura do Estado), foi reativado pelo governador André Puccinelli, investiu cerca de R$ 4,2 milhões e concretizou projetos artísticos executados pela comunidade artístico-cultural sul-mato-grossense. Em 2012, foram recebidas 193 inscrições de projetos que concorrerão ao edital. Os aprovados serão divulgados pela FCMS em 20 de março.
 
O FIC/MS tem proporcionado a realização de iniciativas que contemplaram as áreas de arquivo, artes cênicas, artes visuais, audiovisual, artesanato, biblioteca, estudo e pesquisa, folclore e manifestações populares, formação, literatura, museus, música ou patrimônio cultural. Neste ano, serão analisados 69 projetos de música, 31 de literatura, 17 de audiovisuais, quatro de artesanato, 32 de artes cênicas, três de museus, três de bibliotecas, cinco sobre pesquisa cultural, nove sobre folclore, seis de patrimônio cultural, dois de artes visuais e 12 de formação artístico-cultural.
 
Foram 37 projetos culturais contemplados em 2008, 29 aprovados em 2009 e 27 executados em 2010. Outros 40 foram executados em 2011. Um total de 133 trabalhos financiados pelo Governo do Estado nos últimos quatro anos.
 
Atualmente, o fundo investe R$ 1,5 milhão em projetos selecionados e aprovados pelo Conselho Estadual de Cultura, após análise técnica e jurídica feita pela equipe técnica do FIC-MS e da Procuradoria Jurídica da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.
 
A meta do Fundo de Investimentos Culturais é contemplar a produção cultural sul-mato-grossense em suas mais diversas manifestações, priorizando a circulação de bens culturais por todas as regiões do Estado, como forma de ampliar o acesso do público e estimular a formação de novas plateias.
 
Não apenas artistas são contemplados. Profissionais liberais, associações comunitárias e de classe, grupos culturais, estudantes e escritores já tiveram projetos aprovados e concretizados em forma de peças, livros, álbuns, exposições, intervenções artísticas, compra de instrumentos musicais ou trabalhos educacionais.
 
O FIC/MS também financiou festivais em todo Mato Grosso do Sul ao longo dos últimos quatro anos, como Bandas e Fanfarras, Festival do Sobá, Salão de Artes Plásticas de Aquidauana, MS Street Dance Fest 2010, Dança MS, Ciclo de Concertos, Teatro Popular em Circuito, Som da Fronteira, Papo de Rua e 4º Fogo no Cerrado.
 
Somente nos Festivais realizados na Capital e no interior, o Fundo de Investimentos Culturais aplicou R$ 781.224,22 contemplando folclore, dança, artes visuais, culinária e música.
 
O teatro sul-mato-grossense, outra área de interesse do fundo, recebeu R$ 641.002,32 que possibilitaram a realização de peças, palestras e oficinas. ?O patrocínio do FIC-MS foi essencial para a idealização e promoção da integração dos grupos de teatro do Estado. Conseguimos difundir mais conhecimento do setor teatral por meio da aproximação de artistas atuantes no interior e na Capital, onde foi possível o diálogo por meio dessa aproximação. O fundo foi primordial no suporte financeiro para a concretização da idéia do projeto ?MS em Cena ? Bienal de Teatro?, afirmou o teatrólogo Vitor Samúdio.
 
Outra área que recebeu grande destaque nesses quatro anos de atuação do Fundo de Investimentos Culturais foi a literatura. Foram investidos R$ 989.935,18 na publicação de obras de 38 autores regionais. ?O FIC-MS é a excelente oportunidade que as instituições têm para poder realizar parte dos seus objetivos. Sem ele, não seria possível publicarmos tantas obras e promovermos o resgate de publicações do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul?, destacou o professor Idelbrando Campestrini.
 
A música de Mato Grosso do Sul recebeu incentivo de R$ 1.148.552,22, com a gravação de CD?s. Os recursos também possibilitaram a compra de instrumentos musicais para bandas e fanfarras de todo o Estado e a execução de apresentações musicais que contemplam desde a música clássica até os ritmos característicos de Mato Grosso do Sul, como o chamamé.
 
?O resultado alcançado pelo FIC-MS nos últimos quatro anos foi extremamente satisfatório. Posso afirmar que a cena cultural do Estado foi significativamente enriquecida com a execução destes projetos que beneficiaram a Capital e municípios do interior?, afirmou o presidente da FCMS, Américo Calheiros.

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