Incêndio no Museu
Segundo Conselho de Cultura de Corumbá, peça foi levada em 1974 para estudo e acabou sendo doada para compor acervo. Duas réplicas estão em Corumbá.
O fóssil Equus Vandonii, uma espécie de cavalo, encontrado em MS, estava no acervo do Museu Nacional no Rio de Janeiro que pegou fogo no último domigo (2). De acordo com o Conselho de Cultura de Corumbá, a 428 km de Campo Grande, a peça tinha entre 18 e 30 mil anos e foi doada para o Museu em 1974.
De acordo com a presidente do Conselho de Cultura de Corumbá, Livia Gaetner, a peça foi encontrada em 12 de novembro daquele ano, às margens do Rio Paraguai, pelo pescador Jerônimo Borges dos Santos.
Segundo Lívia, o doutor Gabriel Vandoni de Barros, que na época era diretor do Museu Regional de Mato Grosso (A divisão de MT aconteceria em 1977), doou o material descoberto ao Museu Nacional para estudo e, posteriormente, fazer parte do acervo histórico.
"Era uma peça que fala sobre a evolução. Esse fóssil não estava diretamente ligado com os cavalos que atualmente existem na região. Ele tinha a mandibula diferenciada e é a prova de que havia vida há muito tempo por aqui", explica ao G1.
De acordo com Lívia, existem duas réplicas do fóssil em Corumbá. Uma está no Museu da História do Pantanal (Muhpan) e a outra, no Museu Regional do Pantanal. Ela não tem informações se o fóssil de Corumbá está entre as peças destruídas no incêndio.
"Eu chorei quando vi as chamas. A história do Brasil volta ao zero e é um prejuízo que acontece em todas as esferas temporais, passado, presente e futuro", lamenta.
Apropriação indébita
Ação foi realizada pela equipe do Getam; dois homens foram encaminhados à delegacia
Oportunidades
Oportunidades contemplam vagas locais e regionais; atendimento ocorre das 07h às 13h
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