Os ocupantes do barco tentam soltá-la, mas até encontrarem a linha certa é possível ver o animal desfalecer
Kamila Alcântara
Publicado em 25/09/2021 às 08:21
Atualizado em 10/09/2026 às 14:14
Crédito do vídeo: Kamila Alcântara
A empresária Gabriela Brasil registrou uma situação triste e perigosa no Rio Aquidauana, região do Distrito de Palmeiras: um filhote de capivara se afogando, com uma das patas presas ao espinhel - petrecho de pesca proibido. O caso aconteceu nesta sexta-feira (24), logo após a realização de uma live que falava exatamente sobre a importância do cuidado do rio e os perigos da pesca que não respeita a natureza.
Capivara tentando respirar Segundo Gabriela, que pratica a pesca esportiva, ela estava pescando quando viu os movimentos na água. No vídeo é possível notar que o animal tenta com todas as forças de soltar da linha, mas são dois espinhel armados que atravessam o rio, até que os ocupantes do barco achem a linha certa é possível ver que o animal desfalece.
Os ocupantes do barco tentando cortar o espinhelO espinhel é uma armadilha para peixes, montado a partir de uma “corda matriz”, que nesse caso atravessaram no rio, de uma margem a outra. Nessa corda, amarra-se em sua extensão várias linhas com anzóis e iscas, para pegar o maior número possível de peixes.
“Esse petrecho é proibido e muito perigoso, porque o rio está baixo e qualquer pessoa que passe ali de barco, caiaque ou entre na água para tomar banho pode se enroscar e ficar preso, como aconteceu com filhote de capivara”, destaca a empresária para O Pantaneiro.
Nas redes sociais, o vídeo gerou grande repercussão. “No dia anterior realizamos uma live sobre os perigos da pesca predatória e como podemos cuidar mais do Rio Aquidauana. Ver o que aconteceu é absurdo, é um descaso”, diz indignada.
É importante destacar que desde 2020 a Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) e a PMA (Polícia Militar Ambiental) disponibilizou uma cartilha que explica a maneira legal de realizar a pesca nos rios do Mato Grosso do Sul. Ela mostra o que o pescador profissional, a pessoa que vive da pesca, é permitido usar durante a prática e que não vai degradar o rio. Também há regras para a pesca esportiva.
Petrechos proibidos para a pesca profissional: Cercado, pari ou qualquer aparelho fixo; Do tipo elétrico, sonoro ou luminoso; Fisga, gancho ou garateia, pelo processo de lambada; Arpão, flecha, covo, espinhel ou tarrafão; Substância tóxica ou explosiva; Qualquer aparelho de malha ( Ex: - redes e tarrafas).
Acesse a cartilha clicando aqui.
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