Economia
Investimentos diretos no país somam US$ 5,5 bilhões e reservas internacionais sobem para US$ 340,8 bilhões
As contas externas do Brasil registraram déficit de US$ 1,3 bilhão em abril de 2025, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC). Apesar de negativo, o resultado mostra melhora em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o saldo ficou deficitário em US$ 1,7 bilhão — uma diferença favorável de US$ 352 milhões.
O desempenho foi influenciado pela redução dos déficits em renda primária (queda de US$ 550 milhões) e serviços (menos US$ 98 milhões), além do aumento do superávit em renda secundária (acréscimo de US$ 79 milhões).
Nos 12 meses encerrados em abril, o déficit em transações correntes totalizou US$ 68,5 bilhões, equivalente a 3,22% do Produto Interno Bruto (PIB). O valor representa leve recuo em relação ao mês anterior (US$ 68,9 bilhões ou 3,23% do PIB), mas é bem superior ao déficit de US$ 26,7 bilhões (1,18% do PIB) registrado em abril de 2024.
A balança comercial de bens teve superávit de US$ 7,4 bilhões em abril, levemente abaixo dos US$ 7,8 bilhões do mesmo período de 2024. As exportações somaram US$ 30,6 bilhões, mantendo o mesmo nível do ano anterior, enquanto as importações cresceram 1,5%, totalizando US$ 23,2 bilhões.
Na conta de serviços, o déficit foi de US$ 4,2 bilhões — valor 2,3% menor que o registrado em abril de 2024. Mesmo com a melhora, houve alta nas despesas líquidas em segmentos como transporte (US$ 1,2 bilhão), propriedade intelectual (US$ 1,1 bilhão), aluguel de equipamentos (US$ 973 milhões) e serviços de telecomunicação, computação e informação (US$ 666 milhões).
O déficit em renda primária, que inclui lucros, dividendos e juros, caiu 9,9% e ficou em US$ 5 bilhões. As despesas líquidas com lucros e dividendos totalizaram US$ 3,3 bilhões, ante US$ 3,7 bilhões em abril do ano anterior. Já as despesas líquidas com juros foram de US$ 1,7 bilhão, contra US$ 1,8 bilhão no mesmo período de 2024.
Os investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 5,5 bilhões em abril, acima dos US$ 3,9 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado. Do total, US$ 6,6 bilhões foram ingressos em participação no capital, enquanto houve saída líquida de US$ 1,1 bilhão em operações intercompanhia. No acumulado de 12 meses, o IDP chegou a US$ 69,8 bilhões (3,29% do PIB).
Já os investimentos em carteira (ações, fundos e títulos) tiveram ingresso líquido de US$ 509 milhões em abril. Houve saída de US$ 1,4 bilhão em ações e fundos, mas entrada de US$ 2 bilhões em títulos públicos.
O estoque de reservas internacionais do Brasil fechou abril em US$ 340,8 bilhões, alta de US$ 4,6 bilhões em relação ao mês anterior. O crescimento foi impulsionado por variações cambiais (US$ 3,1 bilhões), variações de preços (US$ 596 milhões) e receitas de juros (US$ 741 milhões).
*Com informações do site Agência Brasil
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