Agricultura familiar terá acesso a R$ 13,4 bilhões
Antônio Cruz
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai liberar R$ 70 bilhões em linhas de crédito para apoiar o Plano Safra 2025/2026. Esse é o maior valor já disponibilizado pelo banco para o setor, representando um aumento de 5% em relação ao ano passado. No entanto, o crescimento não cobre a inflação acumulada nos últimos 12 meses, o que significa que não houve ganho real no poder de compra dos produtores.
O Plano Safra é uma das principais ferramentas do governo federal para garantir crédito com juros mais baixos aos produtores rurais. O BNDES atua como um dos principais agentes financeiros desse plano, com recursos destinados a financiar o custeio, os investimentos e a comercialização da produção agrícola.
Do total de R$ 70 bilhões:
R$ 39,7 bilhões virão de programas agropecuários do governo federal.
R$ 30 bilhões serão recursos próprios do BNDES.
Quem pode acessar os recursos
Médios e grandes produtores da agricultura empresarial terão acesso a R$ 26,3 bilhões, com juros entre 8,5% e 14% ao ano.
Pequenos produtores da agricultura familiar contarão com R$ 13,4 bilhões, com juros mais baixos, de 0,5% a 8% ao ano.
Além disso, R$ 14,4 bilhões dos recursos oferecidos terão o custo financeiro atrelado ao dólar, voltados principalmente ao agronegócio exportador, como forma de alinhar a dívida à moeda de receita dos produtores.
O crédito poderá ser contratado de forma direta com o BNDES ou indiretamente, por meio de uma rede com mais de 80 instituições financeiras credenciadas em todo o país.
Crédito total do Plano Safra
Lançado oficialmente em 1º de julho, o Plano Safra 2025/2026 prevê um total de R$ 516,2 bilhões em crédito rural, somando diversas fontes além do BNDES. A coordenação é feita pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e contempla operações de custeio, comercialização e investimentos no campo.
Produção em alta
A expectativa é de que o Brasil registre uma safra recorde em 2025. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 333,3 milhões de toneladas, um crescimento de 13,9% em relação à colheita de 2024.
CHUVA
A decisão foi tomada pela organização da competição após avaliação das condições do campo, que ficou sem condições adequadas para a realização da partida devido ao grande volume de água acumulado.
TEMPO
Final de semana foi de temperaturas mais baixas e com muita nebulosidade
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