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ECONOMIA

Dólar cai para R$ 4,95 e fecha no menor valor em dois anos

Bolsa recupera-se após seis quedas seguidas e sobe 1,39%

Movimentação de cédulas em dólar / Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro encerrou abril em clima de euforia. Beneficiado pelo cenário externo e pelo tom duro do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), o dólar caiu com força e fechou no menor nível em mais de dois anos.

A bolsa subiu após seis quedas seguidas, em meio ao apetite global por risco que favoreceu países emergentes como o Brasil.

Esse ambiente mais favorável levou a uma combinação típica de entrada de capital estrangeiro: investidores venderam dólares e direcionaram recursos para ativos brasileiros, como ações. O dólar comercial fechou a sessão desta quinta-feira (30) cotado a R$ 4,952, em queda de R$ 0,049 (-0,99%). A cotação atingiu o menor nível desde 7 de março de 2024.

Ao longo de abril, a moeda estadunidense acumulou desvalorização de 4,38% frente ao real. No ano, a queda está em 9,77%, colocando o real entre as moedas com melhor desempenho no período.

O movimento reflete, em grande medida, a perda de força global do dólar, observada também em outros mercados, além do redirecionamento de investimentos para economias com juros mais elevados.

No caso brasileiro, mesmo com o início de um ciclo de cortes, a taxa básica de juros permanece em patamar alto. Na quarta-feira (29), o Banco Central reduziu a Selic para 14,50% ao ano, mas indicou cautela quanto aos próximos passos, diante de riscos inflacionários.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, ampliando o diferencial de taxas entre os dois países. Esse diferencial é um dos principais fatores que sustentam a valorização do real, ao tornar o Brasil mais atrativo para investidores em busca de rendimento.

O euro comercial também teve forte recuo nesta quinta, fechando a R$ 5,811, com queda de 0,48%. A divisa está no valor mais baixo desde 24 de junho de 2024.

Ibovespa
O dia foi marcado pela recuperação no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou esta quinta aos 187.318 pontos, com alta de 1,39%.

O ganho foi influenciado tanto pelo fluxo estrangeiro quanto pela reavaliação das expectativas para a política monetária. Com a indicação de cortes mais graduais da Selic, cresce a percepção de estabilidade econômica, o que tende a favorecer o mercado de ações.

Apesar da alta desta quinta, o índice terminou o mês praticamente estável, após uma sequência recente de quedas que apagou parte dos ganhos anteriores.

No cenário doméstico, os investidores também acompanharam dados econômicos e decisões políticas, embora com impacto limitado sobre os preços. Indicadores do mercado de trabalho mostraram resiliência da economia, reforçando a leitura de que há menos espaço para cortes agressivos de juros no curto prazo.

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