17 de setembro de 2021
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Economia

Sem contar coronavírus, produção industrial de MS fica estável em fevereiro

3 ABR 2020 - 11h08min
Fiems

No último mês ainda sem o avanço da pandemia mundial do novo coronavírus (Covid-19) sobre o setor industrial de Mato Grosso do Sul, fevereiro de 2020 registrou que a produção da atividade econômica estadual ficou estável na maior parte das empresas, de acordo com a Sondagem Industrial realizada pelo Radar Industrial da Fiems junto a 64 empresas no período de 2 a 11 de março deste ano.

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Em fevereiro, 48,4% das empresas industriais sul-mato-grossenses apresentaram estabilidade na produção, no mês anterior esse resultado era de 47,5%. Já as empresas que apresentaram crescimento responderam por 20,3% do total, contra 19,7% no último levantamento. Esse desempenho se refletiu no índice de evolução da produção que fechou o mês em 45,4 pontos, mesmo patamar observado em janeiro. 

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, mesmo com a estabilidade observada em relação ao mês anterior, o índice apurado em fevereiro ficou ligeiramente maior que a média histórica registrada para o mês (+0,9 ponto percentual). “A utilização da capacidade instalada ficou igual ao usual para o mês na maioria das indústrias do Estado”, acrescentou.

Ele detalha que, em fevereiro, a utilização média da capacidade instalada na indústria sul-mato-grossense ficou em 66%, mesmo resultado observado em fevereiro de 2019. Já o índice de utilização efetiva em relação ao usual ficou em 44,7 pontos, resultado 3,7 pontos acima da média histórica obtida para o mês. “A sondagem mostrou que, em fevereiro, a utilização da capacidade instalada ficou abaixo do usual para 31,2% dos respondentes, igual ao usual para 51,6% e acima para 12,5%. Não responderam 4,7%”, pontuou.

Perspectivas

Com relação ao índice de expectativa do empresário industrial, o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems detalha que, em março deste ano, 54,7% das empresas responderam que esperavam aumento na demanda por seus produtos nos próximos seis meses, mas sem levar em consideração da Covid-10. Por outro lado, para o mesmo período, 7,9% previram queda, enquanto as empresas que acreditavam que o nível de demanda se manteria estável responderam por 37,5% do total.

A respeito dos empregados, em março, 21,9% das empresas responderam que esperavam aumentar o número de trabalhadores nos próximos seis meses, enquanto 3,1% apontaram que esse número deveria cair mesmo sem levar em conta o novo coronavírus e as que esperavam manter o quadro de funcionários estável responderam por 75,0%. 

No caso das exportações, em março, 7,8% dos respondentes disseram esperar aumento nas exportações de seus produtos nos próximos seis meses, mas também não contavam com a pandemia mundial. Enquanto 1,6% acreditavam que iria ocorrer queda e as preveem que previam estabilidade para suas exportações responderam por 15,6% do total, sendo que 75% disseram que não exportam.

Sobre a intenção de investimento do empresário industrial, em março, o índice ficou em 60,9 pontos, contra 65,1 pontos no mês anterior, sendo que a queda apresentada foi reflexo do aumento das incertezas em relação à economia brasileira e mundial somada também às medidas de restrição à circulação e concentração de pessoas, adotadas por conta do aumento dos casos relacionados à Covid-19. 

“A participação das empresas que disseram que certamente não vão investir nos próximos seis meses aumentou, passando de 3,3% para 7,8% do total. Também houve aumento na participação das empresas que disseram que provavelmente não vão investir nesse mesmo período, passando de 23,0% para 26,6%”, explicou Ezequiel Resende.

ICEI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial de Mato Grosso do Sul (ICEI/MS) alcançou em março 63,4 pontos, indicando recuo de 2,8 pontos, quando comparado com o mês anterior. Essa é a segunda queda consecutiva após uma sequência de três meses seguidos de alta, período em que o ICEI acumulou aumento de 6,3 pontos. 

“O recuo observado teve como principal influência a percepção de piora nas condições atuais, com destaque para a economia brasileira, que foi a variável com a maior queda na avaliação dos respondentes (-6,2 pontos). Contudo, cabe ressaltar que o resultado de março de 2020 se encontra 6,5 pontos acima da média histórica registrada para o mês”, analisou o economista.

Ele ressalta que, em março, 11% dos respondentes apontaram que houve piora nas condições atuais da economia brasileira, estadual e da própria empresa, enquanto 42,2% dos empresários disseram que não teve alteração nas condições atuais da economia brasileira. “Em relação à economia sul-mato-grossense esse percentual foi de 48,4% e, a respeito da própria empresa, o número ficou em 46,9%”, detalhou.

Para 40,6% dos empresários as condições atuais da economia brasileira melhoraram e, em relação à economia estadual, esse percentual chegou a 32,8% e, no caso da própria empresa, o resultado foi de 34,4%. “Já os que não fizeram qualquer tipo de avaliação das condições atuais da economia brasileira, estadual e do desempenho da própria empresa responderam por 6,3%, 7,8% e 7,8%, respectivamente”, ressaltou Ezequiel Resende.

Expectativas

Em março, 4,7% dos respondentes disseram que estão pessimistas em relação à economia brasileira e, em relação à economia estadual, o resultado alcançou 6,3% e, quanto ao desempenho da própria empresa, o pessimismo foi apontado por 4,7% dos empresários. “Os que acreditam que a economia brasileira deve permanecer na mesma situação ficou em 23%, sendo que em relação à economia do Estado esse percentual alcançou 26,6% e, a respeito da própria empresa, o número chegou a 15,6%”, informou o economista.

Ele pontua que 70,4% dos empresários se mostraram confiantes e acreditam que o desempenho da economia brasileira vai melhorar e, em relação à economia estadual, o resultado ficou em 62,5%. “No caso da própria empresa, 73,5% dos respondentes confiam numa melhora do desempenho apresentado. Os que não fizeram qualquer tipo de avaliação das expectativas em relação à economia brasileira, estadual e do desempenho da própria empresa responderam por 4,7%, 4,7% e 6,3%, respectivamente”, finalizou.

 

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