Com foco na rusticidade, resistência a parasitas e alta adaptabilidade, vitrine despertou o interesse de produtores, estudantes e pesquisadores
Visitantes também conheceram marcação de animais e exames de APEG (Avaliação da Perda de Peso Pós-desmame) / (Foto: João Éric / O Pantaneiro)
Entre as experiências mais valorizadas durante o Pantanal Tech, realizado na UEMS de Aquidauana, esteve a vitrine dedicada à raça ovina pantaneira, um patrimônio genético regional que vem ganhando espaço como alternativa sustentável para a pecuária no bioma. Com foco na rusticidade, resistência a parasitas e alta adaptabilidade, a exposição despertou o interesse de produtores, estudantes e pesquisadores que passaram pelo evento.
Segundo os responsáveis pela iniciativa, a ovelha pantaneira é um animal nativo do Pantanal, adaptado às condições adversas de clima e ambiente, e representa uma oportunidade real de diversificação da produção rural na região. “É um animal que já nasce preparado para o nosso bioma. Ele resiste bem à verminose, tem baixo índice de mortalidade e excelente desempenho produtivo, mesmo em sistemas extensivos”, explicou um dos expositores em entrevista ao jornal O Pantaneiro.
Durante a vitrine, foram apresentados os resultados de um manejo técnico voltado à melhoria genética e à sanidade animal, com foco na resistência a doenças e na eficiência reprodutiva. Os visitantes também puderam conhecer práticas como marcação de animais, exames de APEG (Avaliação da Perda de Peso Pós-desmame), protocolos de nutrição e acompanhamento desde o nascimento até a fase adulta. “Os animais têm resposta positiva desde filhotes até as matrizes. A teta se adapta bem à ordenha manual e, além disso, a raça não exige longas exposições à luz para o ciclo reprodutivo”, destacou o expositor.
Ovelha Pantaneira já nasce preparada para adaptabilidade ao nosso bioma com planície alagada (Foto: João Éric / O Pantaneiro) A vitrine também teve um papel importante de educação e divulgação científica, mostrando aos estudantes e produtores como a ovinocultura regional pode ser uma atividade rentável e sustentável. “Nosso papel aqui é valorizar o que é da nossa terra. A ovelha Pantaneira é uma raça resistente, de fácil manejo e que representa a força da produção local adaptada à realidade do Pantanal”, reforçou.
Além da demonstração técnica, o projeto de extensão mantém um perfil no Instagram voltado à comunicação com a comunidade e produtores, onde compartilha informações sobre a raça, manejo e ações desenvolvidas com foco na preservação e uso responsável dos recursos naturais.
A vitrine foi coordenada pelos professores Dra. Aya Sasa, Dr. Pedro Nelson Cesar do Amaral e Dra. Rosana Moreira da Silva de Arruda, que desenvolvem ações integradas de pesquisa, ensino e extensão para fortalecer a ovinocultura regional como alternativa viável e sustentável.
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