Em assembleia realizada no início da noite de quarta-feira (3), na sede da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), 58 dos 73 sindicatos municipais filiados decidiram por fim à greve na rede estadual de ensino, que já durava 8 dias. Desta forma, os profissionais retornam as atividades na segunda-feira (8).
Conforme o presidente da Fetems, Roberto Magno Botarelli Cesar, 14 sindicatos votaram pela manutenção da greve, a ACP/Sindicato de Campo Grande, além das entidades de Amambai, Anastácio, Aparecida do Taboado, Aquidauana, Batayporã, Caarapó, Corguinho, Deodápolis, Dourados, Dois Irmãos do Buriti, Miranda, Nova Andradina e Três Lagoas. Apenas o sindicato de Nioque não informou sua posição.
Os professores e funcionários administrativos aceitaram a proposta apresentada na Audiência de Conciliação no TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), que aconteceu na manhã dessa terça-feira, (2). Com a votação de agora à noite, a direção da Fetems vai encaminhar a posição ao Tribunal comunicando o fim da paralisação.
Na tarde de terça (02) também houve uma reunião com o Governo, e a categoria conseguiu negociar que o ponto dos grevistas não serão cortados, ficando o compromisso dos professores e administrativos reporem as aulas, conforme o calendário escolar de cada unidade.
O presidente do Simted- Aquidauana, Florêncio Garcia Escobar, disse que apesar da categoria dos municípios de Aquidauana e Anastácio votarem contra, as aulas voltam ao normal na próxima segunda e que vai questionar na justiça. ?A greve acabou, mas vamos continuar em conversação com o governo?, concluiu.
Vejam abaixo os sete pontos apresentados no Termo de Conciliação do TJ/MS, que foram avaliados pelos trabalhadores em educação para por fim à greve.
1 - Repasse do reajuste anual do piso nacional dos professores, a cada mês de janeiro, mais 4,37% em outubro, até 2021, para professores de 20h semanais (nível 1, classe A). Assim, eles receberão 100% do piso nacional a partir de 2021, dobrando o valor do piso de 40h;
2 ? Discutir a antecipação da data base dos funcionários administrativos da educação, do mês de maio para janeiro, em conjunto com as demais entidades sindicais;
3 ? Pagamento da diferença da hora-atividade de 2013 (quando os professores deveriam cumprir 33% e cumpriram somente 25%), a partir de janeiro de 2016, somente para professores que estavam em sala de aula naquele ano;
4 ? Prorrogação do concurso público do magistério (finaliza no próximo dia 13 de junho);
5 ? Convocação de 500 professores aprovados no último concurso em julho e mais 500, em janeiro de 2016;
6 ? Garantir que o funcionário administrativo, com nível superior, possa ser eleito diretor de escola.
Colaborou Alan Diógenes