Comunidade quer mudança imediata na direção que, de acordo com caciques, não têm agradado
Luiz Guido Junior
Publicado em 03/03/2017 às 17:25
Atualizado em 10/09/2026 às 13:57
Descontentes com o atual modelo de gestão da Escola Municipal Indígena Pólo Lutuma Dias, moradores das aldeias Limão Verde, Buritizinho e Córrego Seco, em Aquidauana, fecharam a unidade de ensino como forma de pressionar a Prefeitura. Eles querem mudança imediata na direção, sob justificativa de que o trabalho atual não atende aos anseios da comunidade.
Além disso, a responsável pela escola já está há oito anos no cargo, tendo sido eleita no último pleito com menos de 50% dos votos, mesmo sendo a única candidata. Representantes da aldeia acionaram o vereador Youssef Saliba e o prefeito Odilon Ribeiro, no entanto, foram informados que a mudança só poderia ser feita daqui há três meses, na data da próxima eleição.
Como já haviam encaminhado ofício à Gerência Municipal de Educação (Gemed) desde janeiro, os indígenas não se contentaram a proposta da Administração e decidiram por fechar a escola por tempo indeterminado. Para tentar apaziguar os ânimos, foi agendada para a próxima terça-feira reunião que pode definir o destino da direção da unidade.
“Do jeito que está fica muito difícil para nós, nós já temos netos e muitos bisnetos, e queremos que eles tenham uma educação de qualidade”, disse o ex-cacique Izaque. “A reivindicação não é de hoje. É de dois ou três anos atrás, pois sabemos que a atual direção deixa a escola para desempenhar outras atividades. Isso foi relatado por funcionários”, completou o cacique Arsenio.
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