Roberval Segal, 47, residindo há pouco mais de um ano em Aquidauana, por conta do pastoreio de uma Igreja evangélica na cidade, vê com preocupação o tempo que as pessoas gastam, hoje, navegando nas redes sociais.
Ele foi procurado por O PANTANEIRO, para se manifestar sobre recente estudo publicado no periódico cientifico American Jornal of Preventive Medicine, a respeito do aumento do índice de pessoas solitárias, devido ao tempo gasto com redes sociais como o Facebook, Twitter ou Instagram.
Pelo estudo, os que acessam esses e outros aplicativos por mais de duas horas ao dia, são muito mais susceptíveis a se tornarem isolados. “Há uma epidemia de problemas mentais e de isolamento social entre jovens e adultos. As redes sociais, apesar de ciarem oportunidades de socialização, não tem produzido o efeito esperado”, afirma Brian Primack, coautor do trabalho.

Por aqui, o teólogo Roberval entende que “o tempo que devemos dedicar às redes sociais deve levar em consideração a relevância para a profissão ou estudos, o fortalecimento dos laços de amizade com os familiares e amigos e o uso recreativo. Mas, neste caso específico, não deve substituir a interação humana “como era na época dos nossos avós”.
Para Patrícia Tavares, 24, leitora de O Pantaneiro, realmente muitas pessoas, por ficarem muito tempo interagindo nas redes sociais, estão ficando isoladas. “Conheço pessoas que abandonaram a vida social, estudos, amigos e até as pessoas dentro de casa, obcecadas pela ‘realidade” virtual”.
“Faz uns oito anos que me ligo nas redes sociais, mas observo certos cuidados. Positivamente, entendo que elas trazem muita informação. Mas, é preciso saber usá-las”, destaca Patrícia.
A Pesquisa
Os pesquisadores entrevistaram cerca de 2 mil pessoas com idade entre 19 e 32 anos, que se utilizam do Twitter, Facebook, Instagram, Pinterest, Snapchat e Tumbir. Os resultados mostram que, apesar dessas ferramentas terem a grande vantagem de nos deixar mais próximos de amigos e familiares, quanto mais tempo uma pessoa fica online nessas redes sociais, menos tempo ela tem para interações no mundo real.
Perguntado sobre uma das questões levantadas pela pesquisa – o isolamento -, Aluízio Vidal Flor, psicólogo clínico, ex-aluno do CERA, em Aquidauana, orienta sobre a importância de algumas pessoas darem um tempo das redes sociais. Foi o que fez, recentemente, a cantora Selena Gomez. Ela estava sofrendo de ansiedade e depressão. Seu envolvimento com as redes sociais agravou o quadro.
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