Antes de gravar as últimas cenas da sua participação no filme ?Em nome da Lei?, que está sendo rodado em Dourados, a atriz Paolla Oliveira conseguiu arrumar tempo para fazer outra coisa que gosta: praticar o bem. O trabalho voluntário começou na sexta-feira (17), quando se deslocou até a cidade de Amambai e visitou duas aldeias indígenas da etnia Guarani-Kaiowá para apresentar o projeto da Ong ?Waves for water?, criado pelo ex-surfista profissional Jon Rose, e do qual faz parte.
?A filosofia do projeto é: ?Faça o que você ama e ajude pelo caminho?. Já que eu estava aqui em Dourados fazendo o que mais gosto que é atuar, resolvi ajudar essas comunidades indígenas que estão tomando água contaminada de córregos e poços?, afirmou ao jornal O Progresso.
No sábado (18), ela se encontrou com o vice-presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena, Fernando Souza, para explicar o funcionamento dos aparelhos que transformam água poluída em potável. A ideia inicial era ir pessoalmente até as aldeias Jaguapirú e Bororó, mas teve que ser alterada por causa da chuva que caiu durante toda a manhã.
?Trouxe pouco filtros. Mas, o mais legal é que foi aberta uma porta para que o projeto possa chegar e ajudar essas famílias indígenas?, explica a atriz.
Segundo Paolla, cada filtro desse atende pelo menos 100 famílias, durante cinco anos. ?O equipamento pode filtrar três milhões de litros de água.Tem uma durabilidade bacana e o mais legal é que ele pode ser compartilhado, que é uma filosofia do projeto?.
A atriz disse que ficou impressionada com realidade encontrada nas aldeias. Segundo ela muita coisa já poderia ter sido feita, principalmente diante das tecnologias existentes.
?Tanta coisa já existe em termos de estrutura e poderia ter sido executada. É realmente surpreendente saber que muitas famílias estão sendo contaminadas e que a diarreia é a segunda causa da mortalidade infantil nas aldeias?, comenta a atriz, ressaltando que durante a visita que fez a uma comunidade indígena pode constatar que eles estão afastado de tudo.
?Não fazem nem ideia do que pode acontecer com eles em relação às doenças. O que a gente pode fazer é tentar levar um pouco de informação e tentar ajudar da maneira que puder e principalmente deixar para que eles usem no dia a dia?. Paolla Oliveira disse que não poderia ir embora sem ter feito nada.
?Se com uma coisa, se com um filtro, se com uma atitude a gente pode ajudar mais de 100 famílias. E assim, virar uma grande corrente pra que as pessoas fiquem menos doente, pra que elas se conscientizem que água tem que ser tratada, tem que ser potável, porque não fazer a minha parte".