O futebol segue como o grande esporte do Brasil e o número um do país. Em um lugar continental em que a população respira esse esporte, não é fácil outras modalidades ganharem espaço e competir com a popularidade da bola redonda. No entanto, nos últimos anos outros esportes estão crescendo o número de adeptos e, consequentemente, criando novos ídolos. Em Mato Grosso do Sul e na região centro-oeste isso não é diferente.
Enquanto o sudeste segue como o estado mais produtivo em esporte no Brasil, centro-oeste tem proporcionado aos moradores da região muitas opções diferentes do que apenas a prática do futebol. E entre essas modalidades, estão várias que vão do campo até as mesas.
Em Aquidauana, por exemplo, casos não faltam de esportes e atletas que se destacam em outras áreas. Campeã estadual em 2009, a fisiculturista Roselaine Aparecida Freitas Borges, aquidauanense, busca mais uma conquista na competição. Recentemente, a cidade de Rio Verde sediou a 3ª etapa do campeonato estadual de motocross, que é considerado um dos mais importantes do país.
“A valorização do estado de Mato Grosso do Sul para os chamados ‘esportes alternativos’ tem sido de destaque no cenário brasileiro. Ainda não é o ideal para um país que acabou de sediar as olimpíadas, mas é legal ter um estado que abre as portas para outras modalidades”, afirma André Azevedo, que trabalha no Estadão de São Paulo.
O beisebol tem sido um dos principais expoentes. Esporte trazido para o Brasil através dos japoneses, a modalidade tem crescido nos últimos anos, e atualmente há muitos brasileiros jogando na nas ligas filiadas da MLB (Major League Baseball), a maior liga do mundo. Em Mato Grosso do Sul, há uma federação filiada à CBBS (Confederação Brasileira de Beisebol) que é uma aliança que traz benefícios para o esporte no estado.
De acordo com Carlos Masayuki, ex-presidente da Federação de Beisebol e Softbol de Mato Grosso do Sul, o beisebol é praticado em todo estado, com cerca de 300 integrantes de diversas idades. Entre as cidades mais concentradas, estão Campo Grande, Fatima do Sul, Ponta Porã e outras.
Ainda segundo Masayuki, o beisebol é motivo de orgulho para o estado e o futuro da modalidade no Brasil tende a ser muito positivo. A seleção nacional, por exemplo, disputou a Copa do Mundo de 2013 e é a atual campeã sul-americana.
Em outras regiões do centro-oeste, esportes secundários também estão ganhando mais prestígio. Brasília, por exemplo, é considerada como uma das capitais do skate e há várias competições nacionais por lá. Em outros estados, circuitos de atividades em montanha, mountain bike, treking e motocross também atraem mais holofotes todos os anos.
Mas não são apenas esportes radicais e modalidades ligadas ao esforço físico que a região do centro-oeste oferece aos moradores. Nas mesas, o poker do centro-oeste já está consolidado no cenário nacional.
Desde 2009 existe a Federação de Texas Hold’em Sul Mato-Grossense, que é responsável pelos campeonatos do estado na modalidade mais tradicional e conhecida do esporte. Jogadores da região têm se destacado recentemente, como é o caso de Rick Logrado, rondonopolitano que em maio venceu quase R$ 1 milhão em uma competição online. Além de Rick, o jogador Leandro Zavodine também vem conquistando grandes resultados nos últimos meses.
Seja nas mesas, nos campos, ginásio ou terra, o esporte sul mato-grossense e da região do centro-oeste vem subindo de relevância no cenário nacional. Atletas de Aquidauana e de outras cidades próximas servem de exemplo para outros atletas seguirem o mesmo caminho e conquistar grandes feitos pelo Brasil afora.
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