Cultura
Formada em história, a aquidauanense é mentora do projeto Literatura Cura
Aos 53 anos, a escritora, pesquisadora e mentora do projeto Literatura Cura, Raquel Anderson, tem feito o que gosta e o que sempre quis fazer na vida: escrever. Formada em história, a aquidauanense revelou durante entrevista ao Jornal O Pantaneiro o “boom” em sua vida nos últimos dois anos.
Ligada em decoração e artesanato, a sul-mato-grossense também é formada em história e sempre realizou diversas coisas na vida. Porém, apesar de nunca estar parada, uma inquietude inexplicável gritava em seu coração.
“Eu sempre tive uma inquietude e não sabia o que era. Até que aos 51 anos resolvi escrever. E deu um “boom” na minha vida. É mais forte do que eu, eu não consigo parar. A partir disso fui tendo ideias e eu nunca imaginei que minhas ideias fossem ser tão frutíferas, porque nós temos concepções equivocadas de que para fazer algo na vida a gente precisa ter uma grande ideia. E não é isso. Nós precisamos ter ideias simples, que são belas e que traduzem coisas genuínas e interessantes da vida”, explicou.
Raquel, atualmente, escreve para sites, jornais e há um ano lançou uma obra em homenagem ao pai que já faleceu: “Osvaldão, Obséquio Pantaneiro”. O lançamento passou por Aquidauana, Campo Grande e Rio de Janeiro. “O Osvaldão é o meu pai, minha grande inspiração de homem pantaneiro”, pontuou.
Literatura Cura
Mentora do projeto Literatura Cura, que objetiva ajudar e suavizar o dia a dia de pacientes do Hospital Cassems, Raquel explica que a ideia surgiu do incômodo com a distância entre as pessoas e a leitura nos tempos de modernidade. O projeto em parceria com a acadêmica, Carolinna Victório, foi apresentado ao hospital e aprovado em julho.
O material literário é entregue aos pacientes dentro de caixas, frascos e outros recipientes do ambiente hospitalar, todos padronizados para isso. Além disso, o Projeto a Literatura Cura, também faz tardes de conto na pediatria, entre outras ações de atendimento humanizado.
“Uma das minhas pesquisas foi saber que no século I eram prescritos poesias para as pessoas se curarem e pesquisas atuais apontam que a leitura de poesias tem efeito curativo. No decorrer dos trabalhos percebemos que os acompanhantes eram sempre os mesmos e esses acompanhantes são os grandes suportes dessas famílias e passamos a cuidar desses cuidadores”, finalizou.
FIQUE ATENTO
Exames ocorrem nos dias 8 e 15 de novembro e mais de 5 milhões de inscritos devem estar atentos às orientações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
PERIGO
Fogo atingiu um compartimento de aproximadamente seis metros quadrados. Ação rápida das equipes impediu que as chamas se espalhassem para outras áreas do estabelecimento. Não houve vítimas.
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