Esportes
dothCom Consultoria Digital
Publicado em 19/01/2008 às 14:06
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
Uma decisão proferida pelo Juízo da 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais proíbe a comercialização dos jogos 'EverQuest' e 'Counter-Strike' em todo o território nacional. A medida foi publicada no site oficial do Procon de Goiás e os jogos começaram a ser apreendidos desde quinta-feira (17) naquele Estado.
Segundo o Procon, os jogos são "considerados impróprios para o consumo, na medida em que são nocivos à saúde dos consumidores, em ofensa ao disposto nos artigos 6, I, 8, 10 e 39, IV, todos do Código de Proteção e Defesa do Consumidor".
LAN HOUSES
Para atendentes de lan houses em Três Lagoas, a proibição dos jogos não irá interferir no movimento das pessoas, uma vez que os mesmos "estouraram" há uns cinco anos atrás e há pelo menos um ano não têm muita procura. "Outros jogos vieram depois desses", falou Heber Rangel da Silva Nascimento, atendente de lan house. Para Rangel, a maioria das pessoas que utiliza os computadores em cybers é para navegar em sites de relacionamento e bate-papo.
Já o técnico em informática e atendente de uma lan, Leandro Pereira de Araújo, afirmou que é difícil proibir a comercialização dos jogos já que eles podem ser baixados da internet sem qualquer custo. Araújo reiterou a opinião de Rangel: "A maior procura por esses jogos aconteceu logo que lançados, em 2003, até o ano de 2006. Hoje ninguém mais opta por esses jogos nas lans" .
VIOLÊNCIA
Em publicação no site oficial, o órgão de defesa do consumidor descreve o 'Counter-Strike' como um jogo em que "traficantes do Rio de Janeiro seqüestram e levam para um morro três representantes da Organização das Nações Unidas. A polícia invade o local e é recebida a tiros". Para o Procon, o "o jogo ensina técnicas de guerra" segundo análise de especialistas.
Já o 'EverQuest', conforme o texto do Procon, "leva o jogador ao total desvirtuamento e conflitos psicológicos 'pesados'; pois as tarefas que este recebe, podem ser boas ou más".
Segundo informações do site Uol Jogos, a explicação do Procon/GO é que "os jogos violentos ou que tragam a tônica da violência são capazes de formar indivíduos agressivos, sobressaindo evidente que é forte o seu poder de influência sobre o psiquismo, reforçando atitudes agressivas em certos indivíduos e grupos sociais".
O Procon é responsável por fiscalizar a comercialização e a distribuição desses produtos e deve ser acionado por quem se deparar com tais fatos.
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