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Federer quer jogar tênis até os 35 anos

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O tenista número 1 do mundo, o suíço Roger Federer, afirmou nesta segunda-feira que pretende continuar jogando por mais alguns anos. A declaração foi dada após o atleta ter vencido o Laureus de melhor esportista de 2007.


"Minha meta é jogar o máximo que puder, possivelmente até uns 35", afirmou o suíço de 26 anos, que ganhou o 'Oscar' dos esportes pelo quarto ano seguido.


Federer, que ganhou 12 títulos de grand slam, afirmou que também quer bater a marca do americano Pete Sampras, que possui 14.


"Isso está definitivamente na minha cabeça agora", afirmou o tenista. "Na verdade, quando eu estava jogando com o Pete numa exibição ano passado, nós estávamos brincando sobre isso. Eu estava torcendo para quebrar o recorde dele este ano, mas é uma tarefa difícil agora que eu perdi o Aberto da Austrália. Eu acho que seria um bom resultado pra mim se eu conseguir isso neste ano", acrescentou.


Federer afirmou estar profundamente desapontado com a derrota para Novak Djokovic nas semifinais em Melbourne, no último mês.


"O primeiro momento é difícil, você fica realmente desapontado. No dia seguinte, quando eu acordei, me senti um pouco melhor porque sabia que tinha dado o meu melhor. Eu me senti relaxado agora que não tenho praticado muito", explicou o suíço, que ficou alguns dias de fora das quadras.


"São férias de duas semanas, mas eu voltarei a treinar de novo em breve para treinar para o Aberto de Dubai, no começo de março. Mas esse tempo foi muito bom para mim porque eu estarei bem ocupado até o Aberto dos Estados Unidos", concluiu.


Federer garantiu ainda que ganhar o Aberto da França é outra meta para 2008. "Obviamente é um objetivo meu. Eu ouvi várias pessoas dizendo que esse ano provavelmente é a minha última chance, mas eu discordo plenamente".


Perguntado sobre o nome dos seus principais rivais, o número 1 do mundo foi direto. "Bem, obviamente dois caras se destacam, o Djokovic e o Nadal. Mas eu acho que o espanhol é o meu maior rival".


O suíço também defendeu o número 4 do mundo, Nikolay Davydenko, que está sendo investigado a respeito de um envolvimento em apostas - acusação que o russo sempre negou.


"Isso é pura especulação", afirmou Federer. "O Davydenko não é culpado. Ele deveria ser deixado em paz se for provado que não é culpado. Honestamente, não estou muito preocupado com isso".


Federer disse ser improvável que ele possa jogar o Aberto de São Petesburgo enquanto a data coincidir com outro torneio da ATP na sua terra natal. "Se eles mudarem a data, eu definitivamente vou considerar se vou jogar contra o Marat Safin aqui", explicou o tenista, que finalizou: "Já tivemos grandes batalhas no passado, então eu penso que seria divertido jogar aqui na Rússia com ele".

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