Esportes
dothCom Consultoria Digital
Publicado em 21/02/2008 às 14:15
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
Eugênio Miranda, ex-técnico de Joanna Maranhão, entrou na Justiça com processo de difamação contra a atleta e a mãe dela, Teresinha, que o denunciaram como responsável pelo suposto abuso sexual sofrido pela nadadora na infância.
As duas, porém, mantiveram a acusação e anunciaram, por meio de seu advogado, Carlos Gil, que mais duas supostas vítimas de Miranda as procuraram para testemunhar a favor da atleta. Seus nomes não foram divulgados.
O advogado do treinador, João Olympio Mendonça, disse que não comentaria sobre "gente que não tem nome e não aparece" e anunciou que ainda neste mês seu cliente reivindicará, também na Justiça, indenização por perdas e danos. O valor, afirmou, será decidido pelo juiz porque "o prejuízo é grande, incomensurável".
"Hoje, ele está conhecido no Brasil, e porque não dizer, no mundo todo, como pessoa que pratica atos de libidinagem com crianças e adolescentes", afirmou o advogado.
"Isso, eu diria, é capaz, se já não ocorreu, de liquidá-lo profissionalmente. A extensão do dano é algo que nós não podemos ter idéia", completou.
Após a acusação, Miranda foi afastado da escola onde dava aulas de natação para crianças e jovens, em Olinda. Casado e pai de dois filhos, ele diz que é inocente e que acredita, segundo seu advogado, que foi acusado porque a nadadora queria ter espaço na mídia às vésperas da Olimpíada de Pequim.
"A Joanna não tem ido bem nos últimos tempos, não foi bem no Pan, e isso seria uma forma de chamar atenção para si, desviando a mídia de uma série de críticas que vinha fazendo à sua atuação esportiva", declarou. A atleta, quinta nos 400 m medley na Olimpíada de Atenas-2004, ainda não tem índice para nadar na China.
Para Mendonça, seu cliente foi acusado "como poderia ter sido José, João ou Maria". "Eugênio entende que foi eleito o bode expiatório para esse tipo de comportamento", disse. "A natureza humana é extremamente complexa."
O advogado de Joanna e da mãe dela afirmou que o processo não as preocupa. "Em momento nenhum elas mentiram", declarou.
Segundo ele, as outras duas supostas vítimas do professor de natação se apresentaram à família, e uma delas já formalizou a acusação em cartório.
A história sobre o suposto abuso surgiu no dia 7. Sem citar nomes, a atleta contou que foi vítima de um técnico aos 9 anos, no Clube Náutico Capibaribe, em Recife (PE).
Conhecida também por seu temperamento explosivo, ela atribuiu muitos dos seus problemas de comportamento e os maus resultados ao suposto assédio. Sua mãe revelou o nome do treinador. Ela confirmou.
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