dothCom Consultoria Digital
Publicado em 03/03/2008 às 14:10
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
No ano em que Jade Barbosa despontou como nova estrela da ginástica artística feminina brasileira, a veterana Daiane dos Santos saiu do foco dos holofotes devido a mais uma séria lesão, agora no pé direito. A contusão comprometeu sua participação no Pan e no Mundial, quando abdicou de disputar as finais individuais. Até que uma artroscopia no final de 2007 foi a solução encontrada para dar um fim às dores.
Praticamente recuperada do problema e de volta aos treinos com as demais atletas da seleção permanente, em Curitiba, a gaúcha se sente à vontade para falar, com otimismo, sobre os Jogos Olímpicos de Pequim. Esperançosa em relação a um bom desempenho da equipe feminina e de Diego Hypólito, Daiane não teme dizer que é uma das favoritas ao ouro no solo.
Nesta entrevista ao UOL Esporte, a ginasta de 25 anos fala sobre as expectativas para as Olimpíadas, a luta contra a contusão, a mudança para São Paulo com o fim da seleção permanente e a iminência de uma aposentadoria: "Vou estar preparada. Às vezes a gente tem aquela sensação de dever cumprido".
UOL Esporte: Como está sua preparação para os Jogos Olímpicos?
Daiane dos Santos: Estou treinando a mil! Meu foco está, desde o ano passado, todo voltado para Pequim. Estou recuperada da lesão, treinando normalmente. Não senti mais dores, e espero que consiga melhorar neste ano.
UOL Esporte: Como você reagiu às várias lesões que teve no ano passado?
DS: Na verdade, não foram vários problemas, foi um só no pé, uma lesão grave, séria. Fiquei quatro meses parada para recuperar. Tive um problema na cartilagem, que é algo difícil de recuperar, tinha até um pedacinho de osso solto. Eu já estava machucada antes do Pan, tinha uma infecção no pé, mas ela se agravou e virou uma lesão. Não acho que tenha sido um ano ruim. Acho que lesão acontece no esporte, nos horários mais impróprios.
UOL Esporte: E já sabe como será sua coreografia nas Olimpíadas? Você vai mesmo mudar a música?
DS: Estamos vendo isso ainda. Ainda não sei se vamos trocar a música ou mexer na coreografia. Estamos treinando há dois meses. Já voltei a fazer a parte acrobática, os movimentos estão saindo direitinho, e estamos limpando os elementos. Antes de Pequim, ainda temos etapas de Copa do Mundo. Depois definiremos a série.
UOL Esporte: Você acha que esse é o grupo mais forte que o Brasil já teve para uma olimpíada?
DS: Não sei se é o mais forte, mas temos muitas chances. Eu tenho chance no solo, sou a primeira do ranking. Tem a chance da Jade, do Diego, até da Laís se estiver bem no salto, sem contar a equipe. Acho que nossa equipe tem chance de brigar pelo terceiro ou quarto lugar, mas isso não é uma promessa.
UOL Esporte: Essa vai ser a competição mais importante da sua carreira?
DS: Eu acho que toda competição é importante. Essa agora é a mais importante porque meu foco está todo nela. Até tranquei a faculdade neste ano, para poder me dedicar só a isso. [Daiane cursa o sétimo semestre de Educação Física na Faculdade Dom Bosco]
UOL Esporte: Você já definiu se vai se aposentar após Pequim?
DS: Logo após Pequim não, porque eu ainda quero disputar a grande final da Copa do Mundo no fim do ano. Depois, eu não sei. Procuro sempre pensar em um ano de cada vez.
UOL Esporte: Como você acha que será esse momento de encerrar a carreira?
DS: Vou estar preparada. Todo atleta tem o seu limite, mas ele não precisa estar sem condição nenhuma de competir para se aposentar. Às vezes a gente tem aquela sensação de dever cumprido. Será uma decisão minha. Vou passar a ver a ginástica por outro lado, mas sempre estarei envolvida com ela.
UOL Esporte: A seleção permanente em Curitiba terá fim após as Olimpíadas. O que você pensa disso?
DS: Agora não tem como achar nada, porque ainda não sabemos como tudo vai ficar. Só sei que vou treinar em São Paulo [no Pinheiros] como aqui, mas nada vai mudar em termos de treino. Cada atleta vai continuar seu ritmo. Espero que não comprometa nossos resultados. A gente já aprendeu muito, agora é só manter.
UOL Esporte: E a mudança para São Paulo, será tranqüila?
DS: Ah, eu estou acostumada com cidade grande. Gosto muito de São Paulo, tenho parentes lá. Acho que não vou estranhar muito, porque gosto do agito e isso é o que mais tem em São Paulo. Vou estranhar o trânsito, mas já falei para os meus amigos que vou comprar uma bicicleta (risos).
Eleições 2026
Candidato a deputado estadual pelo PL participou de encontros nesta quarta-feira; ele apresentou propostas voltadas à geração de emprego e renda, investimentos e ampliação das oportunidades para a população da região
Eleições 2026
Candidata a deputada federal pelo PSDB destacou demandas de Bela Vista; saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento estão entre as prioridades
Voltar ao topo