dothCom Consultoria Digital
Publicado em 23/06/2008 às 10:05
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Diego Portugal é uma das grandes promessas da nova safra do ciclismo brasileiro. Com apenas 20 anos, o ciclista da equipe Sundown/ São Caetano possui em seu currículo uma vitória em uma etapa da Volta de São Paulo - conquistada este ano e cercada de polêmica, pois ele não participou do revezamento com seus companheiros de fuga e chegou no final da provacom mais energia do que seus rivais -, e acaba de sagrar-se campeão brasileiro sub-23.
Em um bate-papo com o Prólogo, o atleta fala sobre as dificuldades no início da carreira, sua polêmica vitória na principal volta do ciclismo nacional e os seus sonhos no esporte.
Prólogo - Como foi seu primeiro contato com o ciclismo?
Diego Portugal - Desde criança sou apaixonado pelo esporte. Com seis anos ganhei minha primeira bicicleta e sempre gostei muito de pedalar. Com 12 anos, disputei a primeira prova e nunca mais parei de competir.
Prólogo - Você encontrou dificuldades para se tornar um profissional?
DP - Tive muitas dificuldades. Venho de uma família humilde, mas que sempre me deu apoio. O ciclismo é um esporte caro e eu fazia bicos para juntar dinheiro e comprar os equipamentos para poder competir.
Prólogo - E como você conseguiu uma equipe?
DP - Comecei pela equipe da minha cidade (Nova Andradina - MS). Em 2004, conquisteio título sul-mato-grossense júnior e venci outros campeonatos de expressão na minha categoria. Nessa época, meu pai morava em Americana (SP) e eu sabia que lá tinha uma equipe grande. Então um dia fui visitar ele e levei um currículo para a equipe. Foi aí que o técnico Estevam Mancini me convidou para competir pelo time de Americana.
Prólogo - O que o título brasileiro sub-23 representa para você?
DP - Acho que ele é até mais importante do que a minha vitória na Volta de São Paulo, porque todo atleta sonha um dia em ser campeão brasileiro, todos querem ter um título deste.
Prólogo - Você ficou chateado com toda a polêmica criada após sua vitória na sexta etapa da Volta de São Paulo?
DP - Não, nem me importei. Sou profissional e o ciclismo é um jogo de equipe. Aquela fuga não era interessante para nós, porque o Luisão estava em segundo na classificação geral, mas a vitória era. Então segui as ordens do meu técnico e não participei do revezamento. Mas não foi fáci, o pessoal da fuga estava muito animado e mesmo na roda tive trabalho para acompanhá-los.
Prólogo - E algum dos ciclistas que estava na fuga te criticou pela sua postura?
DP - Todos entenderam e me parabenizararam após a vitória. Quem me conhece sabe que não sou um cara de andar na roda, muito pelo contrário, sempre participo dos revezamentos e costumo atacar bastante.
Prólogo - Quais são seus principais pontos fortes?
DP - Apesar de não ser um montanhista, escalo muito bem. Sou um passista que se defende bem nas subidas. Também costumo ir bem nas provas de fundo na pista.
Prólogo - Quais são os seus principais sonhos no ciclismo?
DP - Acho que o principal objetivo na carreira de todo atleta é um dia vestir as cores da seleção e disputar uma Olimpíada. Um sonho maior seria defender uma equipe estrangeira, não quero menosprezar ou criticar a estrutura que temos aqui no Brasil, mas o nível lá fora é muito mais alto.
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