dothCom Consultoria Digital
Publicado em 22/07/2008 às 09:28
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Tão perto e tão distante. A 16 dias do início da Olimpíada de Pequim, o meio-de-rede Éder vive uma situação confusa na Seleção Brasileira de vôlei. Ao mesmo tempo em que se sente reconhecido e orgulhoso por ter sobrevivido aos muitos cortes na equipe durante a Liga Mundial, sabe que suas chances de embarcar com o grupo para os Jogos da China são pequenas. O último corte se aproxima e ele é a bola da vez.
O gaúcho de 24 anos e 2,04 metros brigava por uma das vagas de meio-de-rede com Sidão, Lucão (já cortados) e com o veterano Rodrigão. Este último, por ser mais experiente, é o mais cotado para o último lugar na posição, que já conta com os centrais Gustavo e André Heller. Rodrigão, que se recuperava de uma cirurgia no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, voltou a atuar em boa forma há 10 dias, o que praticamente acabou com as chances do gaúcho.
"É claro que o meu sonho é ir para a Olimpíada, mas desde o início eu tinha noção de como era. Sempre soube que o Rodrigão era um nome certo caso ele se recuperasse", afirmou Éder, ontem, após o treino no Maracanãzinho, local das finais da Liga Mundial. "Vai ser muito difícil ser cortado agora, tão perto da minha primeira Olimpíada. No fundo do coração sempre tive esperança, mas tentei não criar tanta expectativa para não me decepcionar depois".
Parte da medalha olímpica Convocado para defender a Seleção desde 2005, Éder tem um consolo, caso seu corte seja mesmo confirmado. Apesar da frustração e do sentimento de morrer na praia, o central tira proveito das temporadas de treinos e jogos com os melhores jogadores do mundo. E mais: se o Brasil do técnico Bernardinho confirmar o favoritismo e conquistar o ouro em Pequim (ou outra medalha) o jogador afirma que também se sentirá vitorioso.
"Vai ficar um gostinho amargo de não poder ir para a Olimpíada, mas, se eu não for, com certeza vou acompanhar os Jogos. Se o Brasil conquistar medalha vou me sentir parte dessa conquista", garantiu.
Se não for a China, o destino do gaúcho após as finais da Liga, que terminam domingo, será a capital catarinense, onde atua no Cimed/Florianópolis. Se não for pulando de alegria, irá pelo menos satisfeito por ter tido mais um período de aprendizado com seus ídolos Gustavo, André e Rodrigão.
"Todos os períodos que passo na Seleção eu evoluo mais do que no clube. Ganho experiência só de estar convivendo com o grupo que foi a maior seleção de todos os tempos. Fazer parte dele já é gratificante. Vou levar isso como uma experiência muito boa para o meu futuro aqui na Seleção", reconheceu Éder, ainda com uma ponta de esperança. "Vou trabalhar muito para, se não for nessa, estar na próxima Olimpíada".
Os Jogos de Pequim serão realizados de 8 a 24 de agosto. O Terra irá transmitir ao vivo e com exclusividade a competição em 13 canais simultâneos de vídeo. Além disso, os usuários terão a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso será gratuito.
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