dothCom Consultoria Digital
Publicado em 29/09/2008 às 14:00
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Depois de um novo problema com o pirulito eletrônico durante o GP de Cingapura de F-1, no domingo, a Ferrari já admite que irá estudar se é o caso de manter o sistema para as próximas corridas da temporada.
Em uma parada na volta de número 19, sob bandeira amarela, o brasileiro Felipe Massa obedeceu ao sinal verde da escuderia para sair, mas a mangueira de reabastecimento ainda estava acoplada a seu carro.
Com a mangueira pendurada, o piloto teve de parar mais à frente e aguardar o socorro dos mecânicos. O brasileiro acabou caindo para a última colocação --depois ainda sofreria uma punição drive-through, que obriga a uma passagem por dentro dos boxes. No final, ficou em 13º lugar.
Lewis Hamilton, da McLaren, acabou chegando em terceiro e ampliou sua vantagem na liderança do Mundial. Ele tem agora 84 pontos, contra 77 de Massa, restando três corridas para o final.
"Não acredito que estejamos cometendo mais erros nos pit stops agora do que antes", afirmou Stefano Domenicali, chefe da escuderia italiana. "O que aconteceu hoje [no domingo] foi uma infelicidade, e estamos realmente sentidos pelo Felipe [Massa]. Vamos conversar agora e ver o que faremos."
Usado desde o GP da China do ano passado, o sistema da Ferrari funciona como um semáforo. A luz vermelha é acionada quando o piloto pára nos boxes. No momento em que ele deve engatar a primeira, a luz amarela começa a piscar. E, assim que a mangueira de combustível é retirada do carro, a luz verde fica acesa.
Em situações em que há muito trânsito nos boxes, entretanto, a luz verde acaba operada manualmente por Federico Uguzzoni, chefe dos mecânicos. Foi justamente o que aconteceu durante a prova de domingo.
"Havia muitos carros entrando naquele momento, então era difícil achar o momento certo para liberar o Felipe. E foi aí que o erro aconteceu", explicou Domenicali, que ainda fez questão de afirmar que a Ferrari "vence como um time e perde como um time".
"Este é um trabalho muito difícil, de extrema responsabilidade e tenho certeza de que não há muita gente que aceitaria ocupar este posto", completou o dirigente.
Para evitar novos problemas, a equipe preferiu adotar o pirulito antigo nas paradas seguintes de Felipe Massa e Kimi Raikkonen.
"Isso foi feito mais para dar tranqüilidade à equipe naquele momento complicado da corrida, porque sabíamos que seria importante psicologicamente."
Apesar de ter ficado muito abalado com o erro cometido, foi o próprio Uguzzoni quem acabou segurando o pirulito convencional. Depois do fim da corrida, o italiano chorou muito, até ser consolado por Massa.
"Fiz questão de dar um abraço nele e pedi que ele levantasse a cabeça", afirmou o piloto brasileiro. "Não imaginava chegar aqui e perder a corrida por causa de um erro como esse. Mas não sou o tipo de pessoa que vai atrás de quem errou para brigar. Considero isso totalmente errado. Pelo contrário, eu fiz questão de ir lá e dar mais motivação a ele."
No GP em Valencia, no final de agosto, um problema bastante semelhante já havia ocorrido com Massa. Assim como no domingo, ele foi liberado para deixar os boxes, mas Adrian Sutil passava a seu lado. Os dois quase colidiram, e o brasileiro foi multado em 10 mil euros pela FIA. Na ocasião, entretanto, a mangueira de combustível já havia sido retirada e não houve complicações.
Na mesma corrida, Raikkonen acelerou para deixar os boxes quando a luz vermelha do pirulito eletrônico ainda estava acesa. O piloto finlandês acabou arrastando um mecânico da Ferrari junto com a mangueira, que não ficou presa no carro como no incidente da prova de domingo.
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