dothCom Consultoria Digital
Publicado em 11/11/2008 às 09:35
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Sem patrocínio desde o fim da seleção brasileira permanente de ginástica artística, após as Olimpíadas de Pequim, Laís Souza arrumou um modo alternativo de faturar um pouco mais do que apenas o salário que recebe do Pinheiros. A ginasta de 19 anos fechou com uma empresa de gerenciamento de carreira de atletas e consultoria e está dando palestras motivacionais para executivos.
Laís "estreou" como palestrante na última sexta-feira em um evento na zona sul de São Paulo. A ginasta natural da cidade de Ribeirão Preto abriu um circuito de explanações que também contou com a árbitra Ana Paula de Oliveira e de uma equipe de corrida de aventura chamada WRR1.
A palestra de Laís durou cerca de meia hora. A ginasta falou de como decidiu começar a praticar o esporte em sua cidade natal, sobre sua chegada à seleção, a convivência com as demais ginastas e, principalmente, com o ex-treinador da equipe, o ucraniano Oleg Ostapenko.
Oleg é um capítulo à parte na palestra de Laís. Para interagir com o público, ela "imita" o estilo durão do técnico para mostrar que chefes são chatos porque querem fazer com que o desempenho de seus subordinados melhore. Em clima descontraído, chama algumas pessoas e exige que elas façam movimentos acrobáticos.
Apesar de ter atuado como palestrante uma única vez, Laís aprovou seu desempenho e espera conseguir novos trabalhos. "Achei que ficou legal. Acredito que consegui passar um pouco da minha experiência de vida e espero que isso possa ajudar um pouco no dia-a-dia dessas pessoas", disse.
No palco, Laís tenta, nem sempre com sucesso, disfarçar a timidez. Isso porque, antes da estréia, passou por um intenso treinamento com os diretores da empresa que busca contratos para ela.
"Ela [Laís] é tímida, mas muito espontânea. Treinamos tanto ela quanto os demais atletas com quem trabalhamos. Nosso objetivo é transformá-los em palestrantes e ajudá-los a captar recursos também fora de suas modalidades. A experiência de vida da Laís no esporte é fantástica. Ela tem apenas 19 anos e tem muita coisa para ensinar", disse Dayyan Morandi, um dos diretores da Happylife.
A empresa também trabalha com o nadador Lucas Salatta e espera ampliar o leque de atletas para quem "caça" palestras. "Temos planos de contar com o Thiago Pereira. O Gustavo [do vôlei] eu poderia dizer que é um sonho de consumo", completou Morandi.
Laís ainda se recupera de uma cirurgia no joelho realizada no final do mês passado. Por conta disso, a ginasta abriu mão de competir na Superfinal da Copa do Mundo. Ela deve retomar os treinos no Pinheiros em aproximadamente oito semanas.
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