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Nervoso, ginasta Diego Hypólito desafia jejum

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Os adversários não lhe interessam. A cobrança do público e dos dirigentes tampouco.


Hoje, quando pisar no tablado de solo da Arena Telefônica, na finalíssima da Copa do Mundo 2007/2008, o ginasta Diego Hypólito desafiará a si próprio.


Sem títulos em torneios oficiais do circuito mundial neste ano e ainda tentando apagar a imagem deixada na Olimpíada, quando caiu na final, Diego se diz nervoso para esse desafio.


Tal sentimento se justifica pelo fato de que, pela primeira vez, o maior ginasta do país revela não estar bem tecnicamente para fazer as acrobacias.


"Posso dizer que estou melhor fisicamente do que estive na Olimpíada e logo depois dela. Mas, na parte técnica, ainda tenho cometido muitas falhas", admite o bicampeão mundial.


Essa condição fez com o que o treinador do ginasta, Renato Araújo, freasse a nova série que o pupilo estava trabalhando desde setembro e que foi usada nos dois últimos eventos de que participou --machucou-se e ficou fora do pódio em um, na Alemanha, e venceu outro, mas com seqüência de imperfeições na exibição, em Curitiba.


"Ele realmente está se pressionando muito, principalmente após a Olimpíada, quando até parecia um iniciante da ginástica, dado o nervosismo para se apresentar. Então optamos por fazer uma série à qual ele está mais acostumado", afirmou o técnico, que trabalha com Diego há 13 anos.


Na composição em que se dá melhor, o ginasta lançará mão do movimento que batizou, o Hypólito, que pode ser traduzido num duplo twist carpado (o que consagrou Daiane dos Santos no feminino) com pirueta.


"Eu não utilizei o Hypólito na Olimpíada porque a parte física não estava 100%", explica ele, que refuta estar psicologicamente abalado. "Não é isso. Não sei explicar direito, mas não tem nada a ver com medo ou tentar provar alguma coisa, pois já aliviei essa parte nas primeiras provas após Pequim."


Apesar da má fase, Diego, 22, é considerado favorito na decisão do solo, até pelo fato de ter vencido as duas últimas edições da finalíssima, em 2004 e 2006. O atual líder do ranking mundial e bicampeão mundial do aparelho, porém, acredita que hoje o rótulo seja mais pelo conjunto da obra do que pelo que tem feito na temporada --ele é maior medalhista do país em Copas, com 17 pódios.


Mesmo assim, o ginasta, que será o terceiro atleta a se apresentar no aparelho, desdenha dos adversários, entre eles o israelense Alexander Shatilov e o russo Anton Golotsutskov, finalista e medalhista olímpico, respectivamente, que já derrotaram o brasileiro em mais de uma oportunidade neste ano.


"Não tinha visto quem eram os rivais nem queria saber. Eu tenho é que focar o que eu devo fazer e acertar a série. O maior adversário será eu mesmo."


Para sorte ou azar de Diego, independentemente do resultado de hoje, ele terá de se 'enfrentar' também domingo, quando, além de assistir a Mosiah Rodrigues e Daniele Hypólito, disputará a final do salto.


Aliado


Apesar da fase, Diego Hypólito vê no solo da finalíssima (Gymnova) um aliado. "É fofo e ajuda o Diego, que tem movimentos com altura e não tem de forçar para sair do chão ou cravar", diz o técnico Renato Araújo.


NA TV - Finalíssima da Copa, Band, ao vivo, às 14h45

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