dothCom Consultoria Digital
Publicado em 20/01/2009 às 11:07
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Kaká foi eleito o melhor jogador do mundo em 2007. E, em 2009, esteve muito perto de ser o mais caro de todos os tempos.
O meia-atacante brasileiro recusou ontem à noite uma proposta única na história do futebol. O Manchester City ofereceu ao Milan 120 milhões de euros (R$ 365 milhões), que, a princípio, aceitou o negócio --inicialmente, seriam "apenas" 110 milhões de euros (R$ 338 milhões).
Kaká receberia 19 milhões de euros (R$ 58,5 milhões) por temporada. O jogador, atendendo apelos de torcedores, não assinou com o time inglês e ficará na Itália.
Milão foi palco do encontro entre Garry Cook, presidente executivo do Manchester City, Bosco Leite, pai e procurador de Kaká, e Adriano Galliani, vice-presidente do Milan. Enquanto o dirigente inglês e o Bosco negociavam as cifras, Kaká vivia a expectativa sobre seu futuro adorado por fãs.
Centenas de torcedores se aglomeraram na frente do apartamento do jogador e pediam ao ex-melhor do mundo que ficasse. Em determinado momento da reunião, Kaká foi à janela segurando uma camisa do Milan e bateu no peito três vezes com ela, animando os torcedores do time. Porém a reunião caminhava para uma separação dele da equipe.
Silvio Berlusconi, homem-forte do Milan, se reuniu com Adriano Galliani por mais de uma hora para tratar da então iminente venda do brasileiro. O dirigente não tinha planos de revisar o contrato do brasileiro, pois ele já é quem mais fatura em salários no clube italiano. E havia dito que o dinheiro era irrecusável mesmo para um clube poderoso como o Milan.
Quando vários sites italianos já davam como certa a transação, inclusive o "Mediaset", que é do grupo de Berlusconi, o homem-forte do Milan entrou ao vivo em um programa de TV para dar a notícia que os torcedores do time tanto esperavam
"É um grande homem e demonstrou isso. Viva! Kaká ficará no Milan", falou o dirigente, que alardeou que a permanência de Kaká deveu-se a ele e ao brasileiro. "Kaká demonstrou um grande apego à camisa [do Milan]. Graças a mim e a ele, ficará no Milan", falou o dirigente, que costuma dar cargos para grandes ídolos do clube depois que eles encerram a carreira.
Poucos minutos depois (quase 21h no horário de Brasília), o Manchester City anunciava oficialmente o final da negociação. O clube disse que Kaká ficou de fora das tratativas ontem, que teriam parado apenas em um "estágio preliminar".
"O Manchester City tem um claro interesse em jogadores do nível e da qualidade do Kaká", reiterou Garry Cook.
Kaká, com contrato com o Milan até 2013, chegou ao time de Milão em 2003 tendo saído por US$ 8,25 milhões. O clube do Morumbi receberia cerca de R$ 14,8 milhões por ter formado o jogador se Kaká tivesse se transferido ontem. A maior negociação da história do futebol segue sendo a de Zidane em 2001 da Juventus para o Real Madrid --foram 76 milhões de euros.
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