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Giba admite não disputar os Jogos de Londres em 2012

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Com duas medalhas no currículo, uma de ouro (Atenas-2004) e outra de prata (Pequim-2008), o ponteiro Giba pode interromper sua vida olímpica por aí. Em entrevista ao site Vipcomm, o atacante admitiu que, embora tenha vontade de permanecer na seleção brasileira por muitos anos, sua carreira no combinado pode terminar após o Mundial de 2010, conforme ele já havia insinuado em texto publicado em seu blog.


"Saúde eu tenho, e estar na seleção brasileira é um grande prazer. Acredito que tenho muito a contribuir com a minha experiência nesta mudança de gerações que tem sido a marca deste novo ciclo olímpico", afirmou o jogador, assumindo um papel de liderança na transição pela qual passa a equipe comandada por Bernardinho. "Enquanto o meu corpo permitir, estarei na seleção".


Questionado se cogita ficar fora dos Jogos de Londres, em 2012, Giba hesitou. "Boa pergunta... Vontade eu não tenho não [de não participar], até porque quando a gente começa um ciclo olímpico é preciso terminar", brincou o ponteiro, ponderando logo em seguida. "Mas prefiro pensar no pior para não criar expectativas".


Enquanto seu futuro na seleção segue indefinido, os próximos passos em clube parecem estar bem encaminhados. Principal estrela do Iskra Odintsovo, onde está há duas temporadas, Giba está perto de retornar ao vôlei brasileiro por meio da Cimed, bicampeã da Superliga.


"As chances são reais, pois a Cimed tem interesse em me contratar desde maio do ano passado. Eles estão fazendo de tudo para viabilizar o meu retorno, assim como o Ary Graça [presidente da Confederação Brasileira de Vôlei] e a Olympikus, meu patrocinador", explicou o atacante, lembrando que, embora o time catarinense tenha sido o único brasileiro a apresentar propostas, outras equipes do exterior também já demonstraram interesse no jogador.


"Ainda há muita coisa para acontecer, até porque o meu contrato com o Iskra Odintsovo envolve multa e estamos na metade do Campeonato Russo. Mas acredito que a minha situação estará definida na segunda quinzena de março ou no máximo em abril.


A favor da Cimed, que tem o mesmo patrocinador que Giba, conta ainda o forte desejo do ponteiro em retornar ao Brasil. "Sinto falta de tudo. Do meu país, da língua, do calor, da sensação de estar em casa", comentou, reiterando que tem respaldo total de sua família. "A Cristina [Pirv, esposa] foi jogadora por 20 anos e me entende muito bem. Estamos empolgados, gostando bastante da idéia. Já decidimos fixar residência no Brasil e quero estar de volta pelo menos dois anos antes de parar de jogar".


Do outro lado, porém, os russos prometem investir pesado para segurar o craque brasileiro. "O meu contrato vai até o ano que vem, talvez eles queiram aumentar a oferta. E segurança financeira para a minha família é muito importante. Mas que fique claro: dinheiro não é tudo neste momento", avisou.

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