dothCom Consultoria Digital
Publicado em 20/04/2009 às 07:41
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Trigéssimo sétimo melhor time do país conforme ranking da CBF, o Operário perdeu em campo para o Nova Andradina, neste domingo, em pleno Estádio Morenão, e caiu para a 2ª divisão. A queda foi considerada uma tragédia para quem acompanha o futebol sul-mato-grossense. O placar foi de 3 a 2 para o time visitante.
A despedida do Galo foi acompanhada por um número pífio de torcedores, aproximadamente 200 pessoas. O Operário é o maior detentor de títulos de campeão estadual (10), o último deles conquistado em 1997.
O jogo - Os atletas do Galo fizeram uma oração antes de entrar em campo. Não foi suficiente. Na partida deste domingo, o Nova Andradina soube trabalhar melhor a bola, com toques rápidos, e chegou ao 1º gol aos 14min do 1º tempo, em uma bola cruzada, desviada por Bruno. O gol foi bastante contestado por alguns operarianos, que afirmaram que houve mão na bola.
Léo empatou aos 24min. E Adrianinho colocou o Galo em vantagem ainda no 1º tempo, aos 32 min. Mas no 2º tempo, o Nova Andradina mostrou maior preparo e Lucas virou novamente o jogo. Ele balançou as redes aos 29min e aos 38min.
O técnico Rudinei Lucas Correa não contestou o resultado. "O resultado foi justo, o jogo foi normal. Isso é uma conseqüência de muita coisa mal feita. Este grupo não teve culpa. Muita gente foi mandada embora, e os jogadores estão sem receber. Além disso não tivemos estrutura nenhuma", afirmou. "Tudo isso foi resultado de um mau planejamento. Hoje só foi o decreto final", acrescentou.
Mesmo se vencesse a partida, o Operário acabaria caindo para a segunda divisão, já que dependia da vitória do Rio Verde, que perdeu para o Coxim por 3 a 2.
Tragédia anunciada - "O Operário nunca caiu para a 2ª divisão; se cair vai cair na lama", afirmou ao Campo Grande News o repórter esportivo Roberto Miranda no intervalo da partida. Ele fala com a experiência de quem tem 42 anos de profissão.
Operariano, Roberto Miranda afirma que quando está trabalhando deixa de lado o coração, mas que como torcedor se sente angustiado de ter que fazer a cobertura da queda do time mais tradicional do Estado.
Para o repórter esportivo Marcelo Nunes, o que aconteceu com o Operário foi uma total falta de planejamento. "O Tony (Vieira, presidente do Galo) é um cara sério, tem amor pelo time, mas não tem respaldo para conseguir grandes apoios. Ele não tem influencia", afirma.
Mesmo sendo comercialino, Marcelo Nunes conta que a derrota do rival "dá uma tristeza danada". "O Operário sempre foi um time de glória. O futebol sem o Operário perde um pouco. Quando ele cai para a 2ª divisão é como se o futebol todo caísse também", afirma.
Comercial - No sábado (19), o Comercial que vivia a mesma situação do Operário, conseguiu se salvar no último instante ao vencer o Aquidauanense por 5 a 0, no Estádio Morenão, em Campo Grande. E ao contar com a ajuda do Pantanal, que, em casa, venceu o Maracaju por 2 a 1.
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