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Brasil vê violência da Estônia como ensaio para encarar rival Argentina

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Antes de a bola rolar contra a Estônia, os brasileiros já admitiam que o pensamento estava na Argentina, próxima adversária pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa. E a modesta equipe do leste europeu mostrou no amistoso desta quarta-feira uma característica semelhante à do rival continental: o jogo duro.


Era o jogo do século para a Estônia nesta quarta-feira, mas o Brasil, convidado especial e de olho no clássico de setembro com a Argentina, pelas eliminatórias sul-americanas, estragou a festa. Em ritmo de treino, já que quase todos os jogadores se encontram em início de temporada na Europa, a equipe pentacampeã mundial ganhou o amistoso no leste europeu por 1 a 0, gol de Luís Fabiano, no estádio A. La Coq Arena.


Com o resultado, o Brasil completa 17 partidas sem perder. Assim, o técnico Dunga supera uma marca de Carlos Alberto Parreira, que ficou invicto por 16 jogos nos anos de 2003 e 2004. A última derrota aconteceu em junho do ano passado - 2 a 0 para o Paraguai, em Assunção. De lá para cá, ocorreram 13 triunfos e quatro empates. 


O Brasil venceu por 1 a 0, gol de Luís Fabiano, e o assunto mais recorrente nos vestiários foi a violência dos estonianos. Para alguns jogadores, o cenário serviu de ensaio para o clássico do dia 5 de setembro.


"Nesse sentido vai ser bem parecido mesmo. Esse típico jogo da provocação, da pegada, da catimba, e acho que deu para aproveitar como teste", comentou o artilheiro Luís Fabiano.


O técnico Dunga até ironizou o estilo dos donos da casa. "Se agarrarem as mulheres daqui como agarraram as camisas dos brasileiros em campo, está bom para eles."


Entretanto, o Brasil também foi faltoso e recebeu cinco amarelos, segundo o Datafolha. Felipe Melo foi quem mais cometeu infrações - cinco. "Lógico que na Argentina será um jogo diferente, mas nesse aspecto será o mesmo, porque vão acontecer entradas duras e teremos de mostrar muita força de vontade. Só que a Argentina tem qualidade e vai ser uma partida mais bonita", opinou.


Por mais de uma vez, os brasileiros foram tirar satisfação dos estonianos. Kaká foi o mais caçado em campo - recebeu cinco faltas - e encarou, ainda no primeiro tempo, o meio-campista Vassiljev. Mostrou nos dedos quantas faltas já havia recebido. Em outro momento, chegou a empurrar o europeu.


Luisão e Daniel Alves também trocaram empurrões com os rivais. O saldo final foi de 21 faltas, três amarelos e um vermelho para a Estônia e 16 faltas e cinco amarelos para os brasileiros.


Comparado às cinco últimas partidas do time pentacampeão mundial, pela Copa das Confederações, de fato o duelo de hoje foi mais violento. Em média, o Brasil sofreu 14 faltas e fez 13 no torneio disputado na África do Sul.

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