dothCom Consultoria Digital
Publicado em 17/08/2009 às 09:49
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Até parece que o dia 16 de agosto tem uma ligação especial com Usain Bolt. Exatamente um ano após obter a medalha de ouro e quebrar o recorde mundial dos 100 m na Olimpíada de Pequim, com o tempo de 9s69, o jamaicano, 22, escreveu mais uma página da história do esporte.
Pela terceira vez consecutiva em pouco mais de um ano, o velocista provou ser o homem mais rápido do planeta e quebrou o recorde mundial da prova mais clássica do atletismo.
Ontem, no estádio Olímpico de Berlim, o velocista completou a prova em 9s58 e conquistou uma medalha que não tinha em sua coleção, a de ouro no Mundial de atletismo.
Para chegar à vitória, Bolt teve que superar dois ex-recordistas da prova --o norte-americano Tyson Gay, 27, e o seu compatriota Asafa Powell, 26.
"Eu sempre penso em vencer esses caras, que são muito bons. O recorde é consequência disso", afirmou Bolt, quase sempre sorridente.
Depois de fazer uma largada razoável, Bolt abriu vantagem a partir da linha dos 20 m e deixou os adversários para trás.
Um pouco mais sisudo do que no dia em que conquistou a medalha de ouro em Pequim, o jamaicano ainda teve tempo de olhar para o lado para checar os rivais, antes de cruzar a linha de chegada, em 41 passadas.
"Fiz uma boa largada e consegui acelerar o meu ritmo até os 50 m. Sabia que seria difícil e permaneci focado nos meus pés. Não costumo colocar muita pressão em cima de mim e fiquei feliz com o meu desempenho", comentou o jamaicano.
Assim que completou a prova, Bolt prosseguiu correndo, em direção ao público presente no estádio Olímpico de Berlim, bateu as mãos no peito estufado, cumprimentou os adversários e ainda fez a prometida dança da vitória, junto a seu compatriota Powell.
A disputa entre Bolt, Gay e Powell, os principais nomes da modalidade nos últimos anos, para ver quem era o homem mais rápido do mundo era a grande atração do Mundial.
Questionado sobre a possibilidade de quebrar, mais uma vez, o recorde mundial dos 100 m, o campeão mundial esbanjou sua costumeira confiança.
"O jogo tem que continuar. Não sei se eu serei o próximo a quebrar o recorde da prova, mas tudo é possível."
"Não vejo diferença entre o Nova York, Pequim e Berlim [locais onde Bolt quebrou o recorde]. O importante para mim é competir e me divertir."
Bolt ainda volta à pista nos 200 m. As baterias de classificação começam terça-feira, às 5h05 (horário de Brasília). Para completar a sua história no Mundial de Berlim, o velocista integra, ao lado de Asafa Powell, o time jamaicano que disputa a semifinal do revezamento 4 x 100 m, na sexta, às 14h30.
"Serão novas batalhas em Berlim. Mas é o que gosto de fazer da vida e, com certeza, vou aproveitar", disse o campeão.
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