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Vôlei masculino: Brasil conquista o tricampeonato no Japão

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Tricampeão! De maneira invicta, a seleção brasileira adulta masculina de vôlei conquistou o terceiro título da história na Copa dos Campeões - torneio que reúne todos os campeões continentais. Nesta segunda-feira (23.11), o Brasil derrotou o Japão por 3 sets a 0 (25/12, 26/24 e 25/22), em 1h20 de jogo, e levantou mais uma taça em 2009 - a terceira em três torneios disputados.


Sofrendo apenas uma derrota em todo o ano, o técnico Bernardinho aprovou o início do novo ciclo a frente da seleção. Mas nada que faça o comandante brasileiro se acomodar.


"Tivemos altos e baixos na Copa dos Campeões, mas, quando precisou, nós jogamos muito bem. É um bom começo. Foi um ano vitorioso, mas temos muita coisa a fazer ainda. Hoje comemoraremos, mas amanhã já estaremos estudando, trabalhando para melhorar. Minha avaliação do ano é muito boa. Esses meninos mostraram personalidade, mostraram competência para herdar o legado dos outros dois ciclos. Saímos com um saldo positivo, mas sem acomodação nenhuma", afirma Bernardinho.


Um dos pilares do time na Copa dos Campeões e em toda a temporada, o líbero Serginho explicou o que os mais experientes passam para os que estão chegando agora na seleção.


"Mostramos muita evolução nessa competição. Nos dedicamos muito para isso e brigamos muito para que isso aconteça também. Acho que esse é o espírito. É isso que nós, que já estamos mais acostumados com momentos de tensão, tentamos passar para os mais jovens. O grupo é muito unido e, dessa maneira, nos cobramos muito para melhorar. Sempre procuro passar também tranqüilidade para meus companheiros. Dessa maneira chegamos a mais um título", diz Serginho.


Dois novatos também mereceram destaque nessa conquista brasileira. Ditando o ritmo do time durante toda a competição, o levantador Bruno sabe o quanto é importante encerrar um ano com três títulos.


"Hoje entramos em quadra mais focados que ontem. Acho que o grupo cresce nos momentos decisivos. Os mais experientes puxaram a gente para cima e dominamos todo o jogo. Tivemos apenas uma derrota no ano todo, mas sabemos que não chegamos ainda em lugar nenhum. Temos que evoluir e aprender muito para continuar entre os melhores. É uma responsabilidade muito grande substituir um grupo tão vitorioso como o que esteve aqui até o último ciclo. Tudo que o que conseguimos tem uma participação daqueles jogadores", afirma Bruno, passando a bola para o oposto Leandro Vissotto, válvula de escape do time brasileiro durante toda a Copa dos Campeões.


"Estou muito feliz com tudo que aconteceu esse ano. Foi inesquecível para mim. Ganhei cinco títulos, três com a seleção e dois com meu clube. É a realização de um sonho. Eu sempre quis estar aqui e fico muito contente em ajudar. Penso que é apenas o primeiro ano. É só o começo. Espero que esse sonho se prolongue até os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016", encerra Vissotto, que marcou 14 pontos contra o Japão.


O ponteiro e capitão Giba foi o maior pontuador do confronto, com 15 acertos (13 de ataque e dois de bloqueio). Murilo, com 13 pontos, também se destacou.


O JOGO


Quem viu a atuação do Brasil diante do Egito, no último domingo, talvez não imaginasse o ímpeto demonstrado pela equipe diante do Japão, já no primeiro set. Sem deixar os donos da casa respirar, o time comandado pelo técnico Bernardinho entrou com um apetite enorme de ser campeão e, na primeira parada técnica, já vencia por 8/1.


Com o bloqueio tocando em todas as bolas e marcando muitos pontos, os brasileiros, que também mostravam perfeição na recepção, amedrontaram os japoneses, que passaram a não atacar mais com tanta força. Com facilidade para defender, o Brasil foi abrindo ainda mais a diferença no placar. Na segunda parada técnica já estava a nove pontos na frente, e ao fim do set estava 13 pontos: 25/12.


Destaque para a pontuação homogênea do time brasileiro - Lucas marcou seis pontos, Vissotto marcou cinco e Murilo marcou quatro -, prova da boa distribuição do levantador Bruno. Merecem ser ressaltados também os seis pontos de bloqueio na parcial.


Empolgados pelo ginásio lotado, os jogadores japoneses voltaram melhor no segundo set. No entanto, o Brasil continuou com o bom voleibol apresentado na primeira parcial. E com o marcador parelho, o talento dos brasileiros teve que aparecer. Explorando bastante as bolas de primeiro tempo com os meios-de-rede, Bruno ditava o ritmo do time. E assim a equipe verde-amarela marcou 8/7, provocando a primeira parada técnica.


Outro que se destacava bastante era o ponteiro e capitão Giba. Ele marcou por duas vezes seguidas e fez o Brasil aumentar a vantagem: 11/8. Foi também dele o ponto que parou a partida para a segunda parada técnica: 16/12.


Tudo parecia caminhar bem, assim como no primeiro set, mas os japoneses não se entregaram. Após estarem cinco pontos atrás, os donos da casa conseguiram empatar o jogo: 24/24, numa sequência de saques impressionante do ponteiro Gottsu. No entanto, o Brasil não se desesperou e fechou: 26/24.


No terceiro set, a partida seguia a mesma tônica. O Brasil manteve a seriedade e continuou fazendo uma partida irrepreensível. O Japão voltou a ficar colado no placar, mas não conseguia assumir a ponta.


E nessa parcial foi vez de aparecer outro talento brasileiro. O ponteiro Murilo, muito eficiente no ataque e no saque, ditou o ritmo do time, que com um ponto seu marcou 16/11. Os japoneses ainda tentavam algo diferente para chegar junto, mas não conseguiram.


O Brasil continuou se impondo até o final e num bloqueio na saída de rede marcou 25/22, cravando o tricampeonato em Nagoya.

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