Badalada em todo planeta, a seleção brasileira volta à Catalunha após seis anos da última passagem; desta vez, porém, sem uma partida oficial para disputar e carente de astros. A partir desta sexta-feira, o técnico Mano Menezes comandará quatro treinos no centro de treinamento do Barcelona, e está agendado um jogo-treino com o time B do clube catalão na terça.
Se em 2004 Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Roberto Carlos chamavam a atenção pois eram ídolos na Espanha e o Brasil goleou a Catalunha por 5 a 2 – o Fenômeno, à época no Real Madrid, anotou dois gols –, agora a situação é diferente. Nada de festa, como ocorreu em 1999, quando a seleção foi a convidada de honra de um amistoso para celebrar o centenário do Barça.
Dos 22 convocados de Mano Menezes, o lateral-direito Daniel Alves é o único representante do Barcelona no elenco. Por conta disso, a chegada da seleção ao hotel foi tranquila na última quinta, com o assédio de poucos torcedores.
Nas ruas, espanhóis perguntam por Ronaldinho Gaúcho, homenageado recentemente pelo Barça. “Você viu o que fizeram para o Ronaldinho na semana passada? Ouvi falar que ele está na cidade, mas não é com a seleção”, comentou o taxista Pedro Navas.
Anfitrião, Daniel Alves é um dos principais alvos dos fãs para fotos e autógrafos, além de um dos mais experientes atletas do grupo, ao lado do zagueiro Alex e do atacante Robinho.
O lateral mantém o histórico de brasileiros ídolos no Barcelona. “Não é fácil sair pelas ruas. O Romário, o Rivaldo e o Ronaldinho são muito respeitados aqui. O Ronaldo também, mas ficou um pouco manchado porque ele passou pelo Real Madrid também”, observou o lateral-direito.
Na sua segunda convocação, Mano Menezes chamou apenas atletas que atuam na Europa e tem um grupo jovem nas mãos, com os debutantes Gabriel, Fernandinho e Philippe Coutinho.
No primeiro dia de entrevistas, os jogadores foram bombardeados com perguntas sobre o ineditismo de chegarem à seleção apenas para um período de treinos, sem um jogo oficial para disputar.
Hernanes foi quem adotou a resposta mais inusitada. “Seleção é seleção. Nem que fosse para vir para cá e tomar só um cafezinho já estaria valendo.”
Até Mano Menezes brincou sobre o assunto, ao ser cercado por jornalistas na porta do hotel. “Olha, está todo mundo [da imprensa] aqui, e é só um período para treinos”, sorriu.