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Vôlei masculino: Brasil é o melhor do mundo pela terceira vez consecutiva

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Superação e união. Estas qualidades não faltaram aos jogadores da seleção brasileira masculina de vôlei na conquista do tricampeonato mundial (2002/2006/2010). O Brasil venceu Cuba, neste DOMINGO (10.10) por 3 sets a 0, com parciais de 25/22, 25/14 e 25/22, em 1h14 de jogo, no ginásio Palalottomatica, em Roma, onde recebeu críticas da imprensa italiana após a derrota para a Bulgária na segunda fase da competição, e vaias da torcida, que se contagiou pelas notícias veiculadas. Mas os jogadores brasileiros mostraram, dentro de quadra, sua superioridade.

Com o título, a seleção brasileira igualou o recorde da Itália, campeã três vezes (90/94/98). Na cerimônia de premiação, o ponteiro Murilo foi eleito o MVP (jogador mais valioso da competição), repetindo o feito alcançado na campanha do eneacampeonato da Liga Mundial. Leandro Vissotto também se igualou ao recorde do ex-capitão Nalbert, campeão em todas as categorias: infanto, juvenil e adulto.

Ao ser anunciado com o MVP do Mundial, o ponteiro Murilo foi bastante festejado pelos companheiros. Uma cena já vivida na Liga Mundial, em Córdoba, na Argentina, há pouco mais de dois meses. “Mais uma vez, o grupo demonstrou que sabe superar todas as dificuldades e usá-las a nosso favor. Foi uma demonstração de superação e de união”, ressalta o ponteiro, que também foi campeão em 2006, no Japão.

Sobre a escolha como MVP do Mundial, Murilo disse que não se considera o melhor. “Não tem um jogador espetacular. Ninguém faz nada sozinho. Não me considero uma unanimidade. Sou um batalhador como todos que estão aqui”, completa Murilo.

BERNARDINHO RESSALTA FORÇA DO GRUPO

O técnico Bernardinho ressaltou a força do grupo nesta conquista e a superação dos problemas de contusão e da doença de Marlon. “Foi um campeonato difícil. Não sabíamos com quem poderíamos contar. Enfim, o grupo se fortaleceu nas dificuldades e mostrou sua força”.

O oposto Leandro Vissotto foi o maior pontuador da partida, com 19 acertos, sendo 16 de ataque, dois de bloqueio e um de saque. Leon, de Cuba, marcou 15 vezes.

“Ganhar este título é uma sensação maravilhosa. Batalhamos muito para acontecer. Nosso time é um time de chegada”, ressalta Vissotto, que, a exemplo da semifinal, contra a Itália, teve uma grande atuação. “É um foguinho que acende dentro de mim e que me ajuda a jogar melhor”, completa o oposto da seleção brasileira.

MÁRIO JR: "NÃO SEI SE FUI TÃO BEM QUANTO O SERGINHO, MAS AJUDEI O GRUPO"

O líbero Mário Jr afirmou que acreditou no título desde o início. “Merecíamos mais do que qualquer time esta vitória. Foi fruto de muito trabalho, muito suor. Substituir o melhor líbero do mundo não é fácil. Não sei se fui tão bem como ele, mas ajudei o grupo, errando ou acertando”.

BRONZE É DA SÉRVIA

Na decisão da medalha de bronze, a Sérvia derrotou a Itália por 3 a 1 (25/21, 25/20, 26/28 e 25/19).

O JOGO

Dante abriu o placar no primeiro set. Foi o ponteiro também que, com uma largadinha sobre o bloqueio cubano, marcou 3/2. Em seguida, Dante bloqueou o ataque adversário para marcar 4/2. No ace de Vissotto, o Brasil chegou ao placar de 5/2. Novamente o saque forçado de Vissotto dificultou a recepção de Cuba, e Lucas aproveitou o contra-ataque: 6/2. A seleção brasileira chegou ao primeiro tempo técnico com 8/3, no saque de Dante.

Com Vissotto, o Brasil chegou à segunda parada técnica: 16/10. Lucas marcou o 17º e 18º pontos do time brasileiro, e no bloqueio de Murilo e Rodrigão veio o 19º ponto: 19/14. Em seguida, Vissotto contra-atacou para pontuar: 20/14. No bloqueio de Vissotto, a seleção brasileira chegou ao placar de 23/19. No saque desperdiçado pelo jovem Leon, o Brasil chegou ao 24º ponto. Théo selou a vitória por 25/22.

Com Murilo sacando bem e dificultando a recepção adversária, o Brasil marcou 4/0. Com as finalizações de Dante e de Murilo, e o bloqueio de Vissotto, a seleção brasileira chegou a 7/1. O oitavo ponto veio no erro de saque de Cuba: 8/3. A seleção brasileira administrou o marcador e no segundo tempo técnico tinha 16/10 – Bruno marcou o 16º ponto com uma bola de segunda.

A seleção brasileira continuou forçando o saque e os erros dos cubanos. Dante, no bloqueio, marcou o 24º ponto: 24/14. E com Vissotto, o Brasil fechou o set por 25/14.

Cuba saiu na frente no terceiro set e chegou a ter 5/3. Lucas fez o quarto ponto do Brasil, e em seguida, os cubanos erraram. Rodrigão colocou a seleção brasileira de novo na ponta, e o time brasileiro fez 8/7. Um novo empate aconteceu no 12º ponto, mas a partir daí, o Brasil manteve seu nível de ataque. Vissotto fez 20/15. Cuba ainda encostou, com três pontos seguidos: 20/18. No bloqueio de Rodrigão, veio o 23º ponto. Dante selou a vitória por 25/22.

NÚMEROS DO JOGO

BRASIL

Ataque – 38

Bloqueio – 8

Saque – 2

Pontos em erros do adversário - 27

CUBA

Ataque – 38

Bloqueio – 4

Saque – 2

Pontos em erros do adversário - 14

EQUIPES

BRASIL – Bruno, Vissotto, Lucas, Rodrigão, Murilo e Dante

Entraram – Marlon, Théo

Técnico – Bernardinho

CUBA – Hierrezuelo, Hernandez, Leal, Camejo, Leon e Simon. Líbero – Gutierrez.

Entraram – Diaz e Cepeda

Técnico – Orlando Samuels
Georgia Infante, de Roma

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