Com a escolha de Adilson Batista, o Santos repete o procedimento adotado pelo Cruzeiro no fim de 2007. Há três anos, a equipe mineira, também classificada para a Libertadores da temporada seguinte, demitiu Dorival Júnior gerando muita polêmica, e optou por Adilson para dirigir o time na competição continental.
Adilson começou o trabalho no Cruzeiro no dia 6 de dezembro, data em que está marcada a apresentação do treinador no Santos. O rendimento na Libertadores, no entanto, não foi satisfatório. A equipe foi eliminada nas oitavas-de-final da competição pelo Boca Juniors-ARG.
O trabalho herdado por Adilson no Cruzeiro se assemelha com a marca deixada pelo Santos com Dorival. O clube mineiro tinha vocação ofensiva, e terminou o Campeonato Brasileiro de 2007 disparado como o melhor ataque da competição, com 73 gols.
A última vaga brasileira para a Libertadores de 2008 foi conquistada graças ao 5º lugar obtido no nacional – o 4º colocado, Fluminense, já estava classificado por ter sido campeão da Copa do Brasil.
A característica ofensiva do Cruzeiro foi mantida por Adilson, tanto que a equipe teve o melhor ataque da Libertadores 2008 após o encerramento da fase de grupos, com 17 gols, em 8 jogos.
Com boas exibições do time, o moral do treinador no clube mineiro foi pouco abalado. Adilson manteve-se empregado, e na temporada seguinte conduziu o time ao vice-campeonato da Libertadores. Experiência considerada fundamental pelo Santos na escolha pelo técnico.
Adilson Batista teve vida longa no Cruzeiro e só deixou o clube depois de um pedido de demissão nesta temporada. Coincidentemente, o anúncio do treinador aconteceu após um duelo contra o Santos. O confronto ocorreu no dia 3 de junho, no Mineirão, e a partida válida pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro terminou empatada sem gols.