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Vôlei feminino: Brasil supera Estados Unidos e enfrenta o Japão nas semifinais

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A seleção brasileira feminina de vôlei encerrou a segunda fase do Campeonato Mundial em grande estilo. Já classificada para as semifinais, a equipe manteve a invencibilidade ao superar os Estados Unidos por 3 sets a 1 (25/19, 24/26, 25/19 e 25/23), em 1h45, nesta quarta-feira (10.11), no ginásio Nippongaishi, em Nagoya. Com o resultado, o Brasil garantiu a liderança do grupo F e enfrentará o Japão, segundo colocado da chave E, na disputa por uma vaga na decisão do torneio. Apesar da derrota, o time americano também assegurou a classificação para as semifinais e jogará contra a Rússia, primeira colocada no grupo E.

“Jogamos bem como conjunto. Marcamos e sacamos com eficiência e conseguimos a vitória. Nossa meta era manter a invencibilidade e terminar como primeiro lugar do grupo. O objetivo foi cumprido”, comemorou a oposto Sheilla, que assinalou 15 pontos para a equipe brasileira.

O técnico José Roberto Guimarães também ficou satisfeito com o desempenho da equipe, mas cobrou evolução no bloqueio. “Jogar contra os Estados Unidos é sempre muito difícil, mas a equipe se comportou bem. Estou feliz pela vitória. Fomos bem no saque e no ataque e a defesa também funcionou. O bloqueio poderia ter sido um pouco melhor. Mas gostei da partida. Funcionou como uma boa preparação para as semifinais. Foi importante mantermos a invencibilidade. Agora, vamos partir para Tóquio e treinar em função do Japão”, comentou Zé Roberto.

Até o final da segunda fase, foram nove jogos em 12 dias. Para o treinador brasileiro, a primeira maratona foi superada. Agora, faltam mais quatro dias de tensão.

“Essas nove vitórias foram muito importantes. Temos a chance de lutar por mais uma final. O Mundial é um campeonato muito difícil. Cada jogo é vivido intensamente. Não podemos perder. Não relaxamos nem por um segundo. Foi assim até aqui e vai continuar até o último jogo. Agora é tensão total”, disse Zé Roberto.

A ponteira Jaqueline terminou como a maior pontuadora do Brasil na partida, com 18 acertos, todos no ataque. A oposto americana Hooker foi quem mais marcou no confronto: 20 pontos.

“O mais importante é ajudar a equipe. Não é porque fiz 18 pontos que fui a melhor no jogo. O que vale é o conjunto. Procuro ajudar no ataque, na defesa, na recepção e no que for preciso”, afirmou Jaqueline.

A boa atuação da atacante rendeu elogios do técnico Zé Roberto. “A Jaqueline tem ajudado muito em todos os sentidos. Quando não é acionada no ataque, colabora na defesa, no passe, no bloqueio... Ela é uma jogadora versátil e isso é muito importante. Ela joga para o time e é fundamental na organização da equipe”, disse o treinador.

Próximo desafio: Japão


Terminada a segunda fase do Campeonato Mundial, Zé Roberto já pensa no adversário das semifinais. “Até aqui, dever cumprido. Agora teremos um jogo muito difícil contra o Japão. A equipe evoluiu muito nos últimos tempos. As japonesas sempre tiveram uma defesa muito boa, mas melhoraram no ataque, no saque e no bloqueio. É um time muito veloz e com jogadoras boas tecnicamente. Não poderemos ter nem um minuto de descuido”, afirmou Zé Roberto.

A seleção brasileira sairá de Nagoya rumo a Tóquio na manhã desta quinta-feira (noite de quarta no Brasil). As semifinais e a final serão disputadas na capital japonesa nos dias 13 e 14 de novembro, respectivamente.

O Brasil luta pelo inédito título mundial. O time verde e amarelo bateu na trave em duas ocasiões. Em 1994, em São Paulo, a seleção perdeu a decisão para Cuba por 3 sets a 0. Na final de 2006, em Osaka, no Japão, a equipe foi derrotada pela Rússia por 3 sets a 2 e novamente ficou com o vice-campeonato.

O jogo

Como era de se esperar de um Brasil x Estados Unidos, a partida começou equilibrada. No primeiro tempo técnico, o placar apontava 8/7 para o time brasileiro. Superior no ataque, a equipe verde e amarela aos poucos descobria os caminhos para furar o forte bloqueio americano. Em ponto de Natália, o Brasil abriu 12/9. Os Estados Unidos reagiram e chegaram à segunda parada técnica na frente: 16/15. Mas pararam por aí. O Brasil retomou o controle da partida e fechou a primeira parcial em cinco pontos consecutivos: 25/19.

A seleção americana voltou melhor para o segundo set e abriu 8/5 em erro do ataque brasileiro. O time verde e amarelo encostou em três ataques seguidos de Jaqueline (8/9) e empatou com Sheilla: 10/10. Comandado pela oposto Hooker, o time dos Estados Unidos construiu vantagem (15/12), mas o Brasil novamente chegou ao empate: 15/15 em bloqueio de Fabiana. Como aconteceu durante toda a parcial, os Estados Unidos abriram (20/17) e as brasileiras empataram: 21/21 em ataque de Jaqueline. O final do segundo set foi disputado ponto a ponto, mas as americanas conseguiram a vitória: 26/24 em bola fora do ataque brasileiro.

A terceira parcial começou equilibrada, mas o Brasil chegou ao primeiro tempo técnico em vantagem: 8/6 em ataque de Thaísa. Eficientes no ataque e na defesa, as brasileiras se distanciaram no placar: 16/9. O time verde e amarelo seguiu soberano na partida e fechou a parcial: 25/19 em erro de saque da oposto americana Hooker.

Os Estados Unidos voltaram para o quarto set dispostos a empatar o jogo e logo fizeram 8/4. A reação brasileira, no entanto, não demorou e o time do técnico Zé Roberto empatou em ace de Fabíola: 9/9. Depois do empate, o Brasil sofreu um rápido apagão e levou três pontos seguidos em saques da americana Bown (12/9). De volta ao jogo, a equipe brasileira novamente buscou o resultado e virou em ataque de Jaqueline (14/13). A partida ficou equilibrada até o 21º ponto, quando o Brasil abriu vantagem. Depois de fazer 24/21, o time brasileiro definiu o jogo em ponto de Sheilla: 25/23.

EQUIPES

BRASIL – Fabíola, Sheilla, Jaqueline, Natália, Thaísa e Fabiana. Líbero - Fabi

Entraram: Dani Lins, Joycinha e Sassá

Técnico - José Roberto Guimarães

ESTADOS UNIDOS
– Glass, Hooker, Logan, Bown, Larson e Akinradewo. Líbero - Sykora

Entraram: Berg, Barboza e Tamas

Técnico – Hugh McCutcheon

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