Em busca do entrosamento perfeito. Parece até nome de filme, mas é o Bahia tentando se acertar no campeonato estadual. A cabeça do treinador Rogério Lourenço quase pipoca com tantas interrogações.
Quando o Esquadrão entrar em campo hoje, às 16h, contra o Fluminense de Feira, nada menos do que 20 jogadores terão vestido a camisa azul, vermelha e branca no Baiano. Já chegamos na quarta rodada e o comandante ainda não conseguiu repetir a escalação. E o pior, não repetiu o esquema.
Diante do Touro, serão cinco modificações em relação ao jogo passado. Anotem aí quem ganhou uma chance: Madson, Luizão, Marcone, Maurício e Pedro Beda. Seria a explicação para o quarto lugar?
Lourenço se defende. “Estamos em busca do equilíbrio. Fiz uma análise das três partidas e formei o time. Eles vão se escalando” justifica. O mistério das atuações irregulares do Bahia pode ser desvendado através dos números. Ao todo, o clube contratou 15 jogadores e não renovou com 22. Aliado a todo esse entra e sai, a incorporação de oito atletas que vieram das divisões de base.
Madson, recém-promovido ao profissional, espera bem mais dificuldade. “Todo início de temporada é complicado. O jogo vai ser difícil, ainda mais sem entrosamento. O jeito é ir na vontade até acertar”, revela o garoto, 19 anos.
Além das cinco caras novas no time titular, o técnico mudou também o esquema de jogo. Ele, que já jogou com dois centroavantes e também com um atacante de beirada, agora aposta nos três meias: Maurício, Camacho e Boquita.
Zezinho fica no banco de reservas. “Quero mais velocidade. Senti o time um pouco preso. Gostei do que vi nos treinos”, comenta Rogério Lourenço.
Isolado
A principal novidade é a entrada de Pedro Beda no lugar de Jael, afastado por causa do soco dado no gerente de futebol André Araújo. Sem as características de um jogador de área, o camisa 50 espera compensar de outra forma.
“Me movimento bastante e vou buscar essa aproximação com os meias. O time é bom, só falta entrosamento. E isso vai mudar!”.