A Seleção ficou um ano e oito meses sem atuar no Brasil, e o reencontro com a torcida começou com apoio, que virou vaias e terminou em frustração com o empate por 0 a 0 diante da Holanda, neste sábado, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia. Além da decepção por não vingar a derrota nas quartas de final da última Copa, a torcida viu o tabu de Mano Menezes diante das grandes seleções do mundo continuar - perdeu para Argentina e França.
No começo, a torcida vestiu a camisa do Brasil e fez aquilo que era esperado. Vaiou o time holandês, ficou eufórica quando os brasileiros entraram em campo, mas esfriaram com a ineficiência do time. O primeiro tempo terminou debaixo de vaias, e dois jogadores sofreram mais: o meio-campista Elano e o atacante Fred.
Ainda no primeiro tempo, a torcida pediu a presença do meio-campista Lucas. Durante a semana, ficou claro que o são-paulino era o segundo xodó, abaixo apenas de Neymar. A observação óbvia confirmou-se a cada toque do santista, que teve uma atuação irregular, longe de seus melhores dias.
Mano segurou substituições no intervalo, mas logo no começo do segundo tempo atendeu aos pedidos e colocou Lucas no lugar de Elano. O time ganhou em movimentação, mas o são-paulino não se transformou no salvador da pátria que a torcida queria.
Sem Elano, todo o foco da torcida voltou-se contra o atacante do Fluminense: "Tira o Fred", era o grito ouvido nas arquibancadas. O artilheiro saiu sob vaias para a entrada de Leandro Damião.
Até o final da partida, os torcedores ainda ensaiaram momentos de apoio, mas logo esfriaram e chamaram a Seleção de Mano de "timinho". Aos 40min, já dava para ver buracos nas arquibancadas e até uma música começou a tocar antes de o juiz encerrar sob vaias brasileiras e gritos abafados de "Holland" dos poucos laranjas da arquibancada.