Mais algumas horas, e o Azulão estará jogando a primeira partida de uma decisão de 180 minutos, contra o CENE, da capital, na capital. A vantagem é do CENE de jogar por dois resultados iguais. O Aquidauanense, contudo, faz o último jogo, em casa, o que geralmente também se constitui numa grande vantagem.
Seja qual for o resultado, porém, a equipe de Aquidauana já é vencedora. Nesses meses de Campeonato Estadual ela ultrapassou seus próprios limites e chegou onde muitos não acreditavam que chegariam.
Graças ao denodo de seus atletas, ao empenho da diretoria e as parceiras que foram estabelecidas nesta jornada, Aquidauana pela primeira vez entra no mapa futebolístico do país, pois o Azulão já tem participação garantida na Copa do Brasil, versão 2012.
O momento, pois, é de comemorar. As polêmicas em torno de um apoio maior requerido dos poderes constituídos e que teve entraves na Câmara, não devem vir à tona no momento. Quando alimentadas além do que se deve, azedam relações que precisam ser amistosas neste momento, como se viu na última partida da semi-final, no último sábado.
Talvez nosso lugar ao sol, hoje, no futebol do Estado, seja propício, porém, para uma reflexão a respeito do futuro. Já é tempo de todos que tem o poder de decidir as coisas por aqui desenvolverem projetos que consolidem esta posição.
As últimas edições do Campeonato gerido pela FFMS têm comprovado que o povo de Aquidauana gosta de futebol. Por que não pensarmos em um novo estádio ou melhorias e ampliações do Noroeste? Taí algo que todos aprovariam.
Ouvindo o povo nesses dias concluímos que idéias não faltam. Um torcedor, por exemplo, observou que se não existisse um projeto definido para as imediações do Poliesportivo de Aquidauana, bem que as autoridades poderiam construir ali um novo estádio. Objetamos sobre a dificuldade de recursos para tal iniciativa. E ele? Bem, leia a seguir.
?Não fossem os entraves burocráticos, haveria um grande acordo para se vender a área onde hoje existe o Noroeste, o que daria mais vida aquela região da cidade. Os recursos seriam aplicados num novo Noroeste?, disse.
Alguns acharam ousada a sugestão. Outros riram, considerando-a utópica. Um visionário de plantão observou: ?por que não?? A cena contudo, expurgando-se os prós e contras, serviu para dimensionar a importância do momento. E tudo, graças ao Azulão!