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Pela segunda vez na carreira, o jovem canoísta aquidauanense Rafael Girotto se destacou como o brasileiro melhor colocado no Campeonato Mundial de Canoagem Descida, realizado em Banjaluka, na Bósnia-Herzegovina. O atleta ficou em 53º lugar na categoria K1 Masculino, dois minutos e 50 segundos atrás do campeão da disputa mais importante da modalidade, nesta quinta-feira (02).
 
Apenas terminar a prova, por si só, já não foi uma tarefa fácil para Girotto, aniversariante desta sexta-feira (03), quando completa 26 anos. Ele teve que enfrentar desafios totalmente diferente dos quais está acostumado, em um cenário com montanhas em desgelo, que fazem o rio ficar ainda mais volumoso.

"Graças a Deus, consegui completar a prova, algo que nao é fácil em um rio a nível de Mundial. É uma boa colocação, se considerarmos todas as dificuldades que enfrentamos no Brasil, como a falta de apoio. Muitas vezes, deixarmos de treinar para ficar correndo atrás de patrocínio", conta. O aquidauanense ainda cita o alto preço para levar os equipamentos ao exterior, o que faz com que os atletas precisem emprestá-los ou comprá-los de segunda mão no país da disputa. Os modelos, geralmente, são diferentes dos que usam para treinar e dificultam a adaptação.
 
Com o resultado obtido na Bósnia-Herzegovina, o jovem de Aquidauana se firma de vez como um dos grandes canoístas do país. No Mundial 2014, disputado em Valtellina, no norte da Itália, já havia sido o único brasileiro a completar a prova. Ele teve a chance de disputar a competição pela primeira vez em 2012, mas, por volta de apoio, acabou forçado a adiar o sonho.

"Meu primeiro objetivo era ser o melhor brasileiro na prova, esse eu consegui cumprir. O outro objetivo era terminar entre os 50 primeiros do Mundial, o que não foi possível, infelizmente. Mas, levando em conta as dificuldades, considero o saldo bastante positivo", analisa.
 
Agora, com a experiência de ter participado das últimas duas edições da competição, Girotto retoma as atenções para as disputas no próprio país e segue firme e forte como candidato a voltar a representar a Seleção Brasileira nos próximos Mundiais. Dessa maneira, dá sequência ao legado deixado pelo seu pai, Roberto Girotto, um dos maiores nomes da modalidade na região.
 
Para competir na Bósnia-Herzegovina, o jovem contou com o apoio do Frigorífico Buriti, Odilon Ribeiro, vereadores de Aquidauana, Academia Ativação, Buriti Turismo, Lavitan Lab. Cimed e jornal/site O Pantaneiro.

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