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Paralimpíadas de Tóquio

Fernando Rufino conquista medalha de ouro na canoagem

O primeiro lugar conquistado pelo Cowboy garantiu ao Brasil a 21ª medalha de ouro na competição

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Fernando Rufino, conhecido como Cowboy, que rema para um clube de Aquidauana, conquistou medalha de ouro nesta sexta-feira (3), na categoria VL2 da canoagem de velocidade das Paralimpíadas de Tóquio. Em 2016, Rufino ficou de fora da competição após um problema cardíaco

Segundo informações do Globo Esporte, Rufino venceu a prova com tempo de 53,077s, seguido por Steven Haxton (EUA) e Norberto Mourão (POR). O primeiro lugar conquistado pelo aquidauanense garantiu ao Brasil a 21ª medalha de ouro na competição.

O Cowboy é atual campeão mundial tanto do KL2 quanto do VL2. Antes do problema cardíaco que o tirou dos Jogos do Rio, Fernando sobreviveu a um acidente de trânsito e também a ser atingido por um raio.

Cowboy de Aço

Rufino ingressou na paracanoagem em 2012, sete anos após sofrer um acidente que o deixou paraplégico, impossibilitando que ele seguisse como peão de rodeio. "Estava em um ônibus. Não sei como a porta abriu, e eu cai para fora. Fui para debaixo dele. E o ônibus acabou me moendo. Fui arrastado e tive a lesão medular". Mas essa foi apenas uma das muitas histórias que ele tem para contar. O Cowboy já foi pisoteado por um touro, sofreu graves acidentes de moto, teve a casa atingida por um raio, além de várias fraturas.

"A cada ano é uma coisa. Só no ano passado que não teve nada, Graças a Deus. Em 2018, estava na academia fazendo aquele exercício pullover e uma anilha de 20 quilos acabou saindo da rosca e caiu bem no meu nariz. Muito sangue", lembrou o Cowboy.

Ele lembra também do acidente com o raio. "Muitas pessoas duvidam. Mas foi o pior acidente da minha vida. Três dias depois, eu ainda sentia aquele cheiro de pólvora. Foi um dos que eu senti mais medo. Foi bem complicado".

Agora, já recuperado fisicamente de todos os acidentes, o próximo desafio que ele deverá enfrentar é a pandemia da covid-19, que já forçou o adiamento da Paralimpíada para 2021. "Lá, em 2016, eu já estava com a vaga e não pude participar por causa do problema no coração. Agora, só o que me faltava é esse vírus não deixar eu realizar o meu sonho de conquistar a medalha. Mas, se ele quiser, pode vir, porque aqui tem ferro no corpo por todo lado. Vai ser mais uma história para contar. E tomara que acabe lá em 2021 com as medalhas em Tóquio".

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