Bruno Vinicius de Oliveira
Publicado em 05/01/2022 às 14:19
Atualizado em 10/09/2026 às 14:15
Crédito do vídeo: Bruno Vinicius de Oliveira
A mais tradicional corrida de rua da América Latina, a Corrida de São Silvestre, teve a sua 96ª edição no dia 31 de dezembro de 2021, retornando após o cancelamento da edição de 2020 devido à Covid-19.
O evento que sempre conta com milhares de corredores de todo o mundo, sempre rende histórias inspiradoras e motivadoras sobre seus participantes. É o caso do professor de biologia, sul-mato-grossense, Carlos Alberto Rezende, que correu, após 5 anos, ao lado da pessoa que salvou sua vida, Luiz Eduardo Pereira.
Há cinco anos, teve fim o momento mais difícil da vida de Carlos. Diagnosticado com aplasia medular severa, recebeu a notícia que um doador compatível havia sido encontrado e que o seu sofrimento estava acabando, após um ano e meio de batalha. "Depois de um ano e quatro meses do diagnóstico, recebi a notícia de que teria um doador. O Dudu apareceu, e nossa compatibilidade foi de 100%. É uma possibilidade em 100 mil. Já lutando por essa causa, recebi o transplante e todo o procedimento foi feito pelo SUS. Fiquei 120 dias no hospital, já que a medula "nova" precisava se desenvolver", contou o professor ao site UOL.
Carlos Alberto Rezende (esquerda) e Luiz Eduardo Pereira após a Corrida de São Silvestre / Crédito: UOLHá um sigilo, por padrão, em procedimentos de doação, sobre os dados de quem está doando e o receptor, porém Carlos entrou em contato com o Registro Nacional de Doadores de Medula para tentar localizar o contato de quem salvou sua vida. Luiz Eduardo mora no Paraná e autorizou a quebra de sigilo e, a partir deste contato, os dois viraram grandes amigos.
Amante de esportes, Carlos conta que passou a ler sobre jogos mundiais com pessoas transplantadas e que isso o motivou a voltar a praticar esportes, principalmente, a corrida de rua. Fazendo 10 corridas de 5km antes da sua primeira São Silvestre. Atualmente, Carlos é vice-campeão mundial de transplantados e campeão nos 100m do campeonato máster de atletismo, que conta com a participação de pessoas não-transplantadas. Tudo isso aos 57 anos, graças a esse menino, ao Dudu, meu irmão", contou ao UOL.
Carlos Alberto (à dir.) e Luiz Eduardo retirando o kit da São Silvestre 2021"Ele me trouxe esporte, uma nova profissão e vida. Eu renasci. Durante a pandemia, corria todos os dias em frente à minha casa para me preparar para a São Silvestre. Em toda prática esportiva, faço a divulgação da importância da doação de medula óssea, é esse meu objetivo. E, hoje, com o Dudu aqui, nosso intuito é contar nossa história e incentivar novas pessoas a serem doadoras." finalizou.
Carlos Alberto (esq) e Luiz Eduardo na Corrida de São Silvestre (Foto: Instagram)Durante o período em que ficou internado, Carlos criou um projeto para incentivar e conscientizar as pessoas sobre a doação de medula e sangue. O Instituto Sangue Bom, conta com palestras que já resultaram no aumento de 50% no cadastro de medula óssea.
Carlos Alberto (esq.) em ação do Instuto Sangue Bom para incentivar cadastramento de novos doadores de medula (Foto: Instagram)Para mais informações sobre o projeto, é possível acompanhar as ações do Instituto Sangue Bom pela sua página no Facebook, Instagram ou WhastApp pelo número (67) 99214-1977. O Instuto Sangue Bom fica no endereço: R. José Antônio, 983 - Vila Rosa Pires, Campo Grande - MS, 79002-401
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