Com entrada franca, a população poderá torcer por mais de 30 atletas que se destacam no esporte
Vai acontecer em Aquidauana o VIII Open de Bocha Adaptada. O evento será realizado na quadra da Associação Pestalozzi de Aquidauana,localizada na rua Oscar Trindade de Barros, 315, no bairro da Serraria, com a abertura dos jogos no dia 22 de novembro às 19h30, seguindo com partidas no dia 23 nos horários manhã, tarde e noite. No dia 24, irão ocorrer as finais, no período matutino. O VIII Open de Bocha Adaptada terá os portões abertos à comunidade para que todos possam prestigiar e torcer pelos atletas.
O professor de educação física, Lázaro Sena, da Associação Pestalozzi, há 17 anos desenvolve e estimula atletas da região. Ele que é o técnico da equipe e organizador do evento, vem se destacando como um incentivador e propulsor do esporte. Em conversa com O Pantaneiro, o professor falou um pouco sobre o esporte.
“Bocha adaptada é um esporte Paralímpico onde os atletas têm um total comprometimento físico nos membros inferiores e superiores, onde não se enquadram em nenhum outro tipo de esporte, somente na bocha adaptada, que é somente para cadeirantes. As características principais dos atletas são paralisia cerebral grave, distrofia muscular ou tetraplégico. A bocha adaptada é totalmente paralímpica sendo disputada no mundo todo e também nas paraolimpíadas, ou seja; é um esporte de alto rendimento paraolímpico. Esse ano vamos ter mais de 30 atletas participando, contudo, mais de 90 pessoas vão estar participando do evento e se alojando na Pestalozzi”, explica Lázaro.
O evento na Associação Pestalozzi vai promover a bocha, mas a instituição também oferece natação, atletismo, futsal, tênis de mesa, parabadminton (O parabadminton é um esporte jogado com raquete e peteca que, em seu formato paralímpico, é praticado por atletas com deficiência física. No entanto, também é praticado por atletas com deficiência intelectual e surdos).

Este ano o evento vai contar com a participação de oito clubes e Associações, como: Pestalozzi de Aquidauana; Pestalozzi de Campo Grande; Apae de Corumbá; Apae de Paranaíba; Clube Supera Sidrolândia; Associação ADD de Campo Grande; Associação Ativa de Campo Grande e Associação de Maracaju.
O professor Lázaro explicou também que O VIII Open de Bocha Adaptada foi uma ideia para trazer o desporto ao interior, tendo em vista que poucos aqui em nossa região conhecem esse tipo de esporte, que conta com atletas de Aquidauana e Anastácio, que estão se despontam no cenário estadual e nacional. O torneio foi criado para que mais pessoas possam ver e conhecer a modalidade de bocha adaptada para que ele seja cada vez mais um esporte popular.
“Esse evento é somente para encerrar o ano com uma modalidade diferente das outras o OPEN traz a inclusão de todos, onde todos possam participar sem se preocupar com classificação”, encerra o treinador.
Sem data precisa, alguns registros apontam que o esporte teve início na Grécia e no Egito Antigo, como um passatempo, ganhando reconhecimento como esporte, bem mais tarde na Itália. No Brasil, a bocha foi introduzida com os imigrantes italianos. Ela é uma modalidade que abre portas para pessoas com grau severo de comprometimento motor e/ou múltiplo e está em mais de 50 países em todo o mundo.
A bocha pode ser jogada individualmente, em duplas ou em equipes, e é mista homens e mulheres competem juntos e igualmente. Além de atletas PC (paralisia cerebral), também podem participar pessoas com outras deficiências, desde que tenham o grau exigido e comprovado. Nas disputas paraolímpicas, os atletas usam cadeiras de rodas e têm o objetivo de lançar as bolas coloridas o mais perto possível de uma branca.
A modalidade estreou nos Jogos Paraolímpicos em 1984, no masculino e no feminino. A bocha passou a contar com a disputa em duplas em Atlanta no ano de 1996.
No VIII Open de Bocha Adaptada da Associação Pestalozzi, o público terá a oportunidade de assistir o desempenho de atletas de Aquidauana e Anastácio como; Carlos Becker, Gilson Matos, Carlos Alexsander, Oilson Roberto, Wanderson José e Inaldo da Silva. Todos eles participam do projeto de bocha adaptada na Associação Pestalozzi de Aquidauana.
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