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Copa 2010 começa nesta sexta-feira com o mundo de olho nas bolinhas

A primeira Copa do Mundo da África, que parecia tão distante, já está a menos de 200 dias de ser oficialmente aberta em Joanesburgo, em 11 de junho de 2010. Mas não é exagero dizer que o Mundial já começa nesta sexta-feira, no sorteio dos grupos na Cidade do Cabo. Em vez da grama para os craques de hoje, o tapete vermelho para receber ídolos do passado, técnicos do presente, todos de olho não em uma bola, mas nas várias bolinhas que começarão a escrever a nova história que só termina em 2010.


Para promover um sorteio que seja, paradoxalmente, o mais equilibrado possível, a Fifa estabeleceu algumas regras. A principal é dividir as 32 seleções em quatro potes, levando-se em consideração geografia e, principalmente, força futebolística. São oito países por pote e cada um deles ficará em um dos oito grupos do torneio.


Os integrantes do primeiro pote, o dos cabeças de chave, foram escolhidos a partir da posição das equipes no ranking de outubro da Fifa. São eles Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, Inglaterra, Holanda e Espanha. A África do Sul, anfitriã do torneio, completa a lista e terá a honra de abrir a competição.


- Um sorteio favorável é sempre importante, vamos torcer para que as bolinhas nos ajudem - brincou Carlos Alberto Parreira, técnico dos Bafana Bafana, ciente de que uma chave forte pode colocar por terra as ambições sul-africanas de chegar, ao menos, às oitavas de final.


O segundo pote terá os quatro representantes da Ásia (Japão, Coreia do Sul, Austrália - que joga pela Ásia - e Coreia do Norte), os três das Américas Central e do Norte (Honduras, México e Estados Unidos) e o da Oceania (Nova Zelândia).


O terceiro tem os outros cinco africanos (Costa do Marfim, Camarões, Gana, Nigéria e Argélia) e três sul-americanos (Chile, Paraguai e Uruguai). Com isso, Brasil e Argentina obrigatoriamente enfrentarão um time da África na primeira fase e a África do Sul terá um sul-americano pela frente, porque a Fifa impede que dois países do mesmo continente fiquem no mesmo grupo (exceção feita à Europa, que, no entanto, não pode ter mais de dois representantes por chave).


A seleção de Dunga também enfrentará um europeu na primeira fase. Ele sairá do pote quatro, formado por França, Suíça, Grécia, Eslováquia, Eslovênia, Portugal, Dinamarca e Sérvia. A chave mais difícil da Copa, portanto, tem tudo para ser aquela que receber a França, atual vice-campeã mundial, ou Portugal, de Cristiano Ronaldo.


Assim, o Brasil poderia pegar um grupo com Eslovênia, Argélia e Coreia do Norte, por exemplo. O problema é que ele também pode ter França, Camarões e México. E mesmo para um grande favorito, cair em uma chave fácil é importante porque, em tese, garante a vantagem de se ter três jogos para ajustar o time. Foi assim no pentacampeonato, em 2002, quando a seleção enfrentou Turquia, China e Costa Rica na primeira fase.


- Seria bom não cairmos em uma chave com seleções tradicionais porque ainda estaremos nos fortalecendo na primeira fase - admitiu Dunga.


O treinador brasileiro é presença certa na Cidade do Cabo e de lá deve seguir para os locais escolhidos para abrigar a seleção na África do Sul. Parreira, como técnico anfitrião, também estará no evento, assim como quase todos os comandantes das 32 seleções classificadas. Alguns atletas também são esperados, como o meia David Beckham, o medalhista olímpico Haile Gebrselassie (Etiópia), o jogador de críquete Makhaya Ntini (primeiro atleta negro da seleção sul-africana), John Smit (capitão da equipe de rúgbi da África do Sul, atual campeã mundial) e o zagueiro Matthew Booth (da seleção da África do Sul).


Para deixar a festa mais bonita, a sul-africana Charlize Theron, vencedora do Oscar de melhor atriz, será uma das atrações. O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, farão o discurso de abertura do evento, que deverá ter 90 minutos de duração. Cerca de 200 milhões de pessoas acompanharão o sorteio ao vivo, pela televisão.


A grande ausência será Diego Maradona, suspenso por dois meses pela Fifa pelas ofensas aos jornalistas após a classificação da Argentina. Para Dieguito, restará apenas torcer pela televisão para que a Argentina não pegue grupos tão difíceis como em 2002 (Nigéria, Inglaterra e Suécia) e 2006 (Holanda, Costa do Marfim e Sérvia e Montenegro). Só que o craque da Copa de 1986, técnico da Argentina em 2010, estará tão impotente como qualquer outro torcedor pelo mundo. Porque a maior festa do futebol é assim. Termina com um grande campeão, construído com talento e força, mas começa à mercê do humor de simples bolinhas.


- Vou assistir, mas eu não vou torcer por nenhum grupo. Com todo o respeito, quem deseja ser campeão não pode ficar preocupado com adversário - disse Robinho.

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