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Esportes

Para Bernardinho, técnico não tem que ser simpático


Perfeccionistas, exigentes e defensores do trabalho árduo, Bernardinho, técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, e Muricy Ramalho, comandante do Palmeiras, muitas vezes são vistos como pessoas de personalidade forte e difícil relacionamento, especialmente pela imprensa.


Em comum, os dois possuem um currículo invejável, e nomes marcados na história do esporte brasileiro como dois dos maiores vencedores em suas respectivas modalidades.


De malas prontas para disputar a Copa dos Campeões, que será realizada dos dias 18 a 23 de novembro, nas cidades japonesas de Osaka e Nagoya, Bernardinho vem acompanhando seu time no Centro do Desenvolvimento do Voleibol, em Saquarema, Rio de Janeiro. Entre um treino e outro, ele falou ao portal GLOBOESPORTE.COM sobre a admiração pelo colega de profissão.


- Eu gosto do Muricy. Sei que as pessoas dizem que ele não tem muita paciência, mas, às vezes, ele tem razão, até exagera, mas tem razão em muita coisa. É trabalhador, eu gosto, ele corre atrás. Ele tem que tentar se controlar em alguns momentos, às vezes não é fácil, eu sei disso pessoalmente. Mas podemos tirar totalmente a razão dele? Me desculpem, mas não dá para tirar, não. É uma situação de pressão, é difícil - comentou.


Após uma fase mais 'light', assim que assumiu a equipe do Palestra Itália, o tricampeão brasileiro voltou a adotar a cara fechada e o estilo 'ranzinza', notórios nos tempos de São Paulo. Já o campeão olímpico é conhecido pelas cobranças calorosas à beira de quadra e pelo jeito 'durão' com seus comandados e comandadas. Ambos já tiveram rusgas com a imprensa, mas isso, na opinião de Bernardinho, é justificável.


- Dependendo da partida, às vezes você não está com tanta paciência para explicar como as coisas acontecem. É importante que as pessoas entendam que tem que ter conteúdo e boa intenção. Às vezes querem criar um pouquinho de clima também, não é? Isso acontece. E quando o cara daqui (referindo-se aos jogadores e técnicos) não tem paciência com o cara daí (referindo-se aos jornalistas), o daí já cria um problema sério, e o daqui não tem esse direito, pois a gente não escreve todo dia, nem fala todo dia. É complicado - disse.


Bernardinho também citou o técnico Dunga como exemplo neste relacionamento entre esportistas e jornalistas. O ex-levantador acha difícil deixar para trás certas críticas e acusações, ainda mais no caso do técnico da seleção brasileira de futebol, que 'apanha' desde os tempos de jogador.


- Eu digo que quem bate esquece, quem apanha não esquece nunca. Ninguém apanhou tanto nesse país que nem o Dunga. Agora querem ser simpáticos? Ele tem que ser correto, não tem que ser simpático. Se ele for entrevistado, ele tem que falar, pois a função dele exige isso, mas ele não tem que ser simpático com quem o apedrejou lá atrás, em 90 (referindo-se à Copa do Mundo), quando ele foi visto como Judas - encerrou.

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