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Cine Brasil reinicia exibições na semana que vem

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Janeiro é mês de cinema em Campo Grande. Além do Festival de Cinema no CineCultura e da programação especial voltada para a área no Museu da Imagem e do Som, a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul dá seguimento ao "Cine Brasil - Curtas e Longas no Centro". O projeto exibe filmes e vídeos gratuitamente no Centro Cultural José Octávio Guizzo, durante uma semana em cada mês. A exibição se repete em dois horários: ao 12h30 e às 18h30.


Na segunda-feira (22), serão exibidas animações para adultos, com títulos premiados no circuito de festivais e de expressiva exibição pela internet. O interesse do público adulto pelo gênero da animação, suscitado inicialmente por trabalhos estrangeiros exibidos nas salas de cinema e televisão, chega agora também à produção nacional. "Onde Andará Petrucio Felker?" (RJ/2001/cor/13'- Animação), dirigido por Allan Sieber, conta a conturbada trajetória do artista plástico performático Petrucio Felker por meio de diversos depoimentos. Já em "Conjunto Residencial" (SP/2005/cor/5'- Animação), dirigido por Adams Carvalho e Olívia Brenga, numa tediosa noite de sábado, um morador de um prédio residencial decide fixar um trampolim na janela de seu quarto. "Engolervilha" (RJ/2003/cor/8'- Animação), dirigido por Marão, é um trabalho coletivo composto por vinhetas bizarras ou escatológicas. "Pense no que uma ervilha pode sugerir numa animação: verdinha, marronzinha... O Sórdido, o escatológico e o grotesco. Ervilhas, urina e galináceas", apresentam os produtores. Classificação para todas as animações: 16 anos.


No dia 23, os espectadores poderão conhecer "Estorvo" (Brasil - Cuba/1998/cor/95'- Ficção), adaptação do romance homônimo de Chico Buarque, com adaptação, roteiro e direção de Ruy Guerra. O filme assinala uma ruptura com a linguagem hegemônica do cinema brasileiro dos anos 90. Por meio de uma estrutura circular, subjetiva, pautada pela dissolução do espaço e do tempo, narra o pesadelo existencialista de um personagem à deriva, sem perspectivas, a caminho da marginalidade. "Estorvo" reproduz o pesadelo existencialista de um personagem anônimo que vaga por uma grande cidade contemporânea. Depois de uma noite mal dormida, o protagonista acorda com a campainha da porta tocando insistentemente. Pelo olho mágico, vê um desconhecido de terno e gravata, barba e cabelos longos, que lhe lembra alguém que não consegue identificar. Não sabe por que aquele homem está ali nem o que pode querer, mas tem uma certeza imediata: ele representa uma ameaça para sua vida. E assim se inicia uma alucinante perseguição através da cidade.  


Antes de Estorvo, será exibido "Acossada" (RJ/2006/pb/7'- Ficção), de Karen Akerman e Karen Black, filme que ironiza o batizado "cinema da retomada" nacional, gerado na década de 90, através de uma releitura de Acossado, clássico de Jean-Luc Godard. Francesinha perdida no Rio de Janeiro depara-se com mafiosos do cinema nacional. Quem poderá salvá-la? Classificação: 18 anos.


Na quinta-feira (24), serão exibidos "Cafuné" e "Mina de Fé". Primeiro longa-metragem de Bruno Vianna, "Cafuné" (RJ/2006/cor/73'- Ficção) trata de jovens de origens sociais distintas, iniciando a vida adulta na cidade do Rio de Janeiro. O filme dá continuidade a uma seqüência de curtas do diretor ligados às questões sociais do país, e foi o primeiro filme brasileiro a aproveitar os avanços tecnológicos para fazer uma distribuição com versões alternativas. "Cafuné" conta a história do amor entre dois jovens de diferentes classes sociais, Marquinhos, morador da Favela da Rocinha, e Débora, uma jovem da classe média alta. Já o curta-metragem "Mina de Fé" (RJ/2004/cor/15'- Ficção), de Luciana Bezerra, foi rodado no Morro do Vidigal, com elenco e equipe integral do Nós do Morro. O filme narra a história do amor vivido por dois jovens, Silvana e Maninho, chefe do tráfico da favela em que moram. Classificação: 16 anos.


Na sexta-feira (25), o Cine Brasil vai trazer "O Cavalinho Azul" (RJ/1994/cor/94'- Ficção), filme em longa metragem de Eduardo Escorel. A obra de Escorel, realizada em 1984, já é considerada um clássico do cinema infantil, baseada na peça homônima, escrita pela teatróloga infantil Maria Clara Machado. Sinopse: Era uma vez um menino, chamado Vicente, que tinha um cavalo - para seus pais, um velho pangaré marrom, bem feio e magro; para Vicente, um lindo cavalo azul. Passando dificuldades, os pais vendem o pangaré para comprar mantimentos. Recuperar ser cavalinho azul é a missão e a aventura de Vicente. Classificação livre.


O Centro Cultural José Octávio Guizzo fica na rua 26 de Agosto, 453. M ais informações pelo telefone 3317-1792 de terça a sábado das 8h às 22h e domingo das 8h às 13h.

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