dothCom Consultoria Digital
Publicado em 10/04/2008 às 08:12
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
O governo do Estado, por meio do Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia (Centrho), promove hoje e sexta-feira, dias 10 e 11, a 1ª Conferência Estadual Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (GLBT). No encontro, representantes de órgãos governamentais, sociedade civil organizada, gestores e público GLBT irão discutir os problemas enfrentados e a inclusão do grupo nas políticas públicas estaduais e federais.
O cerne da questão é adequar as ações governamentais e melhorar o atendimento dado ao público GLBT. Entre as principais reivindicações está a atenção especial na rede pública de saúde. "Só existem ações direcionadas nos programas de DST/Aids. Uma lésbica, por exemplo, sai de uma consulta com um ginecologista com receita de anticoncepcional, o que não seria necessário. Ela não recebe atenção específica", explicou o coordenador do Centrho Mateus Casteluccio.
O preconceito com que o público GLBT é atendido pelos policiais é outra reclamação da Centrho. "A situação de preconceito acontece nas delegacias e nas ruas por policiais militares. Nós queremos também garantir mais segurança nos locais que os GLBT freqüentam. Os travestis que trabalham na rua precisam ter atenção da segurança pública", esclareceu o coordenador.
Educação
A inclusão do público GLBT nas escolas é mais uma bandeira levantada por órgãos governamentais e não-governamentais que trabalham na área. Para Mateus, hoje o ensino é excludente, fazendo com que o jovem GLBT sofra preconceito tanto de colegas quanto do corpo docente.
A educação é considerada uma das principais formas de mudar o quadro da discriminação e preconceito. O ensino inclusivo e a conscientização de crianças e adolescentes são importantes ferramentas para a sonhada mudança de comportamento. O mesmo vale para os servidores públicos que atendem GLBT. "É um processo longo; o plano é para oito anos porque queremos uma mudança cultural. Em uma ou outra área vai ser mais rápido, mas é preciso frisar que as reivindicações são legítimas e o Estado precisa voltar mais o olhar para o público GLBT", analisou Mateus.
A 1ª Conferência Estadual GLBT começa hoje (10), às 8h, no auditório da OAB/MS, em Campo Grande. O resultado das discussões será transformado no plano estadual de políticas públicas para GLBT. Esse documento servirá de base para debates na conferência nacional, em Brasília e influenciará diretamente na definição do plano nacional de políticas públicas.
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