dothCom Consultoria Digital
Publicado em 03/06/2008 às 13:52
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Um panorama da produção audiovisual japonesa, com filmes raros que sequer foram exibidos e lançados no Brasil. Esta é uma das promessas da Mostra de Cinema Japonês, que será realizada no Museu da Imagem e do Som de Mato Grosso do Sul (MIS) na próxima semana, de 9 a 15 de junho.
Com cineastas importantes e originais da cinematografia japonesa, a Mostra de Cinema Japonês preza também pela qualidade da projeção, feita como antigamente: em película, 16 mm, graças a uma parceria com o Consultado do Japão, sediado em São Paulo, que cedeu as cópias das obras. Serão sete filmes, exibidos em duas sessões, às 15h e às 18h30. A entrada é franca.
"Ao selecionar os filmes da mostra tínhamos em mente traçar um grande panorama do Cinema Japonês com obras de difícil acesso. De todos os filmes apresentados, nenhum deles está disponível no mercado brasileiro de vídeo ou DVD´s e, particularmente, "Assassinato no Inferno de Óleo" não está disponível em qualquer lugar do mundo que não seja sua versão em película", explicou o curador da mostra, Jean Albernaz, formado em Rádio e TV e pós-graduado em Imagem e Som pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
Na segunda-feira (9), será exibido "Kids Return" (1996), dirigido por Takeshi Kitano e vencedor do prêmio de melhor ator estreante pela Academia Japonesa de Cinema. Na terça-feira (10), é a vez de "Assassinato no Inferno de Óleo", último filme de Hideo Gosha e vencedor de vários prêmios da academia japonesa de cinema em 1992. Na quarta-feira (11), o filme será "O Ferrão da Morte" (1990), de Kôhei Oguri, vencedor de mais de 14 prêmios, entre eles o Grande Prêmio do Júri em Cannes. Na quinta-feira (12), vai passar "A Rotina tem seu Encanto" (1962), o último filme de Yasujiro Ozu, um dos mais importantes diretores japoneses, considerado por muitos uma prazerosa introdução ao cinema. Na sexta-feira (13), é a vez de "Contos da Lua Vaga Depois da Chuva", filme que apresentou o diretor Kenji Mizoguchi para o Ocidente, indicado ao Oscar de Melhor Figurino em 1956 e ganhador do Leão de Prata no Festival de Veneza em 1953. "Harakiri" (1962), dirigido por Masaki Kobayashi, é o filme de sábado (14), dotado de uma estrutura de complexos flashbacks que impressionou Cannes em 1963, que o premiou com o Prêmio Especial do Júri. No domingo (15), a mostra se encerra com "Desejo Profano" (1964), de Shohei Imamura, um dos grandes filmes da "Nouvelle Vague" japonesa.
A Mostra de Cinema Japonês faz parte das comemorações do centenário da Imigração Japonesa no Brasil em 2008, e tem o objetivo de difundir, valorizar e prestar homenagens a uma das culturas que integram o rico patrimônio histórico sul-mato-grossense.
"O Cinema do Japão é único em sua forma e universal em seus temas, mas o que é mais interessante na produção japonesa é que mesmo que exista a tendência a se perceber um único padrão estético, ele inexiste. Se para alguns o cinema japonês característico exibe longos planos e poucos cortes como na obra de Mizoguchi, Ozu e até mesmo Kitano, é apenas porque nomes como Kinji Fukasaku, Seijun Suzuki e Takashi Miike ainda estão esperando para serem assistidos pelos olhos ocidentais", avalia Jean.
Mais informações no MIS, unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, aberto de segunda a sábado (de segunda a sexta das 12h às 18h; sábado das 14 às 18h), na Avenida Afonso Pena, 2702. Telefone: 3325-1530.
Eleições 2026
Candidato a deputado estadual pelo PL participou de encontros nesta quarta-feira; ele apresentou propostas voltadas à geração de emprego e renda, investimentos e ampliação das oportunidades para a população da região
Eleições 2026
Candidata a deputada federal pelo PSDB destacou demandas de Bela Vista; saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento estão entre as prioridades
Voltar ao topo