dothCom Consultoria Digital
Publicado em 16/06/2008 às 08:24
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
O Marco (Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul) realiza amanhã, um evento especial alusivo aos 100 anos da imigração japonesa.
Ás 19 horas acontecerá à apresentação de Taikô (tambores japoneses) da Associação Clube Okinawa e em seguida a exibição do vídeo "Arigatô - um olhar sobre a imigração japonesa em Campo Grande", seguido de debate com a diretora do documentário, Maristela Yule.
O evento tem entrada gratuita. Mais informações no Marco, unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), localizada na Rua Antônio Maria Coelho, 6000 - Parque das Nações Indígenas. Telefone (67) 3326-7449. ou no site do museu: www.marcovirtual.com.br
Arigatô
O documentário "Arigatô - um olhar sobre a imigração japonesa em Campo Grande" foi realizado durante os meses de maio a dezembro de 2005, com recursos do FMIC (Fundo Municipal de Incentivo à Cultura), da Prefeitura de Campo Grande, através de um convênio entre a Associação Nipo Brasileira e a Fundac (Fundação Municipal de Cultura).
Produzido e dirigido pela jornalista Maristela Yule, Arigatô lança um olhar sobre a história da imigração japonesa e sua influência na formação da cultura local. Esse olhar se materializa através de depoimentos de imigrantes e seus descendentes e também de pessoas que acompanharam de perto essa trajetória.
Com eles é possível conhecer um pouco mais dessa saga: a chegada dos primeiros imigrantes em Mato Grosso do Sul, a participação na construção da estrada de ferro, a chegada deles a Campo Grande em 1914, a fixação na área rural, a vinda para a cidade, o sofrimento com a 2ª guerra mundial, a importância dada à educação formal, o respeito aos antepassados, a inserção no mercado de trabalho e na sociedade local, o sucesso profissional, o conflito entre ser japonês e ser brasileiro, as associações de apoio à cultura japonesa e o movimento Dekassegui, que desde a década de 80 leva os descendentes de japoneses a fazerem o caminho inverso, indo do Brasil para o Japão em busca de uma vida melhor.
No documentário são revelados modos de vida e de existência de japoneses e seus descendentes e de como tudo isso tem contribuído para a formação de uma identidade sul-mato-grossense, seja através da arte, da música, da dança, da culinária, da economia como também de exemplos de coragem, trabalho, obstinação e muita solidariedade.
Maristela Yule de Queiroz é Jornalista profissional, formada desde 1982 pela Unaerp (Universidade de Ribeirão Preto). De volta a Campo Grande em 1995, continuou trabalhando na área de vídeo e imprensa. Atualmente exerce o cargo de Assessora de Comunicação da empresa Águas Guariroba e atua como free-lancer na área de audiovisual.
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