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Exposição Borboletando vai até dia 11 de janeiro

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As borboletas pousam


Em tudo o que encontram


Mas o único lugar


Aonde elas pousam


E não deixam marcas


São nas pétalas das flores...


(Mário Feijó - artista plástico e poeta)


"Tento abrir os olhos para que vejam a criação de Deus nas flores", diz a artista plástica e publicitária Nilvana Morena Mujica. A Exposição Borboletando  traduz na simplicidade da natureza a força divina e tem como ingrediente a pintura da Arte Contemporânea.


A arte de Nilvana pode ser apreciada até o dia 11 de janeiro, no Espaço Cultural Unipsico, na Rua Antônio Maria Coelho, 3.656, em Campo Grande.


As telas retratam flores como orquídeas, Isis, bico de princesa, margarida. Tecidos são colados e são expostos como o interior das pétalas. A influência do recurso gráfico da publicidade aparece com as faixas retas. A artista utiliza das curvas que lembram o estilo arabesco e também o estilo Barroco.


A artista já prepara outra exposição para o próximo ano. Nilvana Mujica é de Presidente Venceslau (SP) e há 20 anos está em Mato Grosso do Sul. Na artes plásticas ela tem se aprimorado com cursos de pinturas, em São Paulo (SP), e participação de encontros sobre a arte contemporânea.


Arte contemporânea


A arte contemporânea não é somente o que tem sido produzido no momento, e sim aquilo que propõe um pensamento sobre a própria arte ou uma análise crítica da prática visual e não só as que fazem parte da historia da arte, mas também as que habitam o cotidiano, de acordo com sites sobre a produção artistíca contemporânea.


Foi a partir das décadas de 60 e 70 que se notou que a arte produzida já não mais correspondia à Arte Moderna do início do século XX. A arte contemporânea entra em cena a partir dos anos 70, quando as importantes mudanças no mundo e na relação de tempo e espaço transformam globalmente os seres humanos. Entre os movimentos mais conhecidos estão o Minimalismo, a Pop art, Arte conceitual e o movimento hip hop, tido por alguns como vandalismo.


(*) Pop art - O Pop art surgiu como uma rebelião aos estilos convencionais de arte, trazendo de volta as realidades do dia-a-dia e a cultura popular. Essa nova modalidade de manifestação artística surgiu na Inglaterra, porém teve seu pleno desenvolvimento em Nova York, EUA, nos anos 60.


 O pop art começou a tomar forma quando alguns artistas, depois de estudar símbolos e marcas da propaganda, começaram a transformar isso em arte. O objetivo principal dos artistas do pop art era criticar a sociedade por causa do consumismo.


O épico foi sendo transformado pelo cotidiano, eram usados quadrinhos, ilustrações e anúncios publicitários, além de tinta acrílica, poliéster, látex, etc, como materiais artísticos. Entre os principais artistas do Pop Art, destacam-se Robert Rauschenberg, Roy Lichtenstein e Andy Warhol.


(*) Arte conceitual - A arte conceitual é aquela que considera a idéia, o conceito por trás de uma obra artística como mais importante que o próprio resultado final. A partir de 1960, essa forma de encarar a arte espalha-se pelo mundo inteiro. Entretanto, desde Duchamp podem ser percebidos os primeiros indícios da sobrevalorização do conceito. Estudiosos apontam que se pôde assistir a um gradual abandono da realização artística em si, em nome das discussões teóricas.


Países como a Inglaterra (que historicamente se mantivera avessa às discussões teóricas quando o assunto era arte) foram grandes focos desse novo modelo. Publicações, como "Art and Language", do grupo liderado por Victor Burgin e John Stezaker, eram bastante influentes. O uso de diferentes meios para transmitir significados era comum na arte conceitual. As fotografias e os textos escritos eram o expediente mais comum, seguida por fitas K-7, vídeos, diagramas, etc.


Nos Estados Unidos, temos as figuras de Lawrence Weiner e Robert Barry, como importantes expoentes do novo estilo. Joseph Kosuth também é considerado um dos líderes do movimento no país. É bastante conhecido seu trabalho "One and Three Chairs", que apresenta uma cadeira propriamente dita, uma fotografia de uma cadeira e uma definição extraída do dicionário sobre o que seja uma cadeira. "A Arte como idéia", em que dá definições de pintura divididas em itens sobre um fundo negro, é outro bom exemplo de trabalho conceitual.


 (*) Minimalismo - série de movimentos artísticos e culturais que percorreram diversos momentos do século XX e que se preocuparam em se exprimir através de seus mais fundamentais elementos, especialmente nas artes visuais, no design e na música. Em outros campos da arte, o termo é usado para descrever as peças de Samuel Beckett, os filmes de Robert Bresson, os contos de Raymond Carver e até mesmo os projetos automobilísticos de Colin Chapman, entre outros.


Uma pintura minimalista usará tipicamente um número limitado de cores e terá um desenho geométrico simples. A escultura minimalista, por outro lado, é grandemente focada nos materiais (ver David Smith e Donald Judd). Enquanto muitos acreditam que o minimalismo é um movimento específico das representações geométricas, ele se estende muito além desta restrição. Escultura de Donald Judd em Münster, Alemanha.

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